Política

Deputado critica possível saída do Brasil da OMC e fala em prejuízo na exportação de carne de MS

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) alertou os parlamentares em sessão nesta quinta-feira (21) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul sobre a possibilidade do Brasil deixar a OMC (Organização Mundial do Comércio) e integrar a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump. A […]

Evelin Cáceres Publicado em 21/03/2019, às 11h21 - Atualizado às 11h23

Os deputados Pedro Kemp e Capitão Contar (Foto: ALMS)
Os deputados Pedro Kemp e Capitão Contar (Foto: ALMS) - Os deputados Pedro Kemp e Capitão Contar (Foto: ALMS)

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) alertou os parlamentares em sessão nesta quinta-feira (21) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul sobre a possibilidade do Brasil deixar a OMC (Organização Mundial do Comércio) e integrar a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), pedido feito pelo presidente Jair Bolsonaro a Donald Trump. A mudança afetaria principalmente exportadores de carne do Estado.

Após o pedido, o serviço sanitário da China recusou a proposta feita pelo Ministério da Agricultura do Brasil para autorizar mais frigoríficos do país a exportar carnes ao país asiático, o que pode causar prejuízo à economia local. Isso porque Trump condicionou a integração do Brasil a OCDE à saída da OMC, assunto discutido também na Comissão de Relações Exteriores do Senado nesta quinta.

“Se isso não for corrigido, Mato Grosso do Sul vai sofrer ainda mais. Vários países podem deixar de comprar de Mato Grosso do Sul”. Capitão Contar (PSL) tratou a questão como ‘mimimi’ da oposição.

“Temos que falar em ordem e progresso. A bolsa atingiu 100 mil pontos essa semana, a economia está reagindo”, disse. O assunto prosseguiu para a proposta de previdência para os militares apresentada nesta quarta pelo governo.

“O militar tem particularidades, não ganha hora extra, não faz greve, vive de prontidão para a guerra e recebe a menor remuneração do país”, disse Contar.

Kemp ironizou o discurso. “Quem vai para a guerra? Não tem guerra, ninguém vai para a guerra. Militar se aposenta cedo e ganha seu salário integral. Enquanto o trabalhador brasileiro trabalha 40 anos para se apontar com R$ 1,5 mil. Seu governo está um desastre. Está acabando com os direitos dos pobres e trabalhadores e agora está também trazendo problemas para os empresários do agronegócio”, finalizou.

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