Política

‘Cortou próprio reajuste’, diz líder de Marquinhos sobre negociação com servidores

Os vereadores de Campo Grande já calculam dificuldade para que os servidores públicos municipais pleitearem reajuste salariam neste ano por conta da situação financeira do país e da Capital. Líder do prefeito Marquinhos Trad, Chiquinho Telles (PSD) disse nesta quinta-feira (25) que como exemplo o prefeito cortou o próprio reajuste, já prevendo a questão. “O […]

Evelin Cáceres Publicado em 25/04/2019, às 13h34

Vereadores discutem reajuste dos servidores municipais (Richelieu Pereira, Jornal Midiamax).
Vereadores discutem reajuste dos servidores municipais (Richelieu Pereira, Jornal Midiamax). - Vereadores discutem reajuste dos servidores municipais (Richelieu Pereira, Jornal Midiamax).

Os vereadores de Campo Grande já calculam dificuldade para que os servidores públicos municipais pleitearem reajuste salariam neste ano por conta da situação financeira do país e da Capital. Líder do prefeito Marquinhos Trad, Chiquinho Telles (PSD) disse nesta quinta-feira (25) que como exemplo o prefeito cortou o próprio reajuste, já prevendo a questão.

“O prefeito tem dialogado com cada categoria, mas abriu mão do próprio reajuste lá atrás, já prevendo essa discussão. Ele sabia das dificuldades e cortou da própria carne. Todo mundo é funcionário da máquina pública e tem que entender as dificuldades de hoje”, concluiu.

O vereador Enfermeiro Fritz (PSD) acredita que é preciso encontrar alternativas para que os servidores tenham reajuste. “Sei que vai ser difícil para a Prefeitura conceder até mesmo a reposição inflacionária. Temos que aguardar a apresentação do relatório do primeiro quadrimestre para avaliar as possibilidades. O pessoal da saúde estudava um plano de cargos e carreiras e pode ser que fique de lado”, disse.

Segundo o parlamentar, a Prefeitura tem tido um gasto extra com a dengue neste ano. “A administração pública tem custeado sozinha o plantão dos médicos e enfermeiros, sem ajuda do Estado e nem da União, então está complicado mesmo”, disse.

Presidente da Comissão de Finanças da Casa, Eduardo Romero (Rede) destacou que desde 2013 o orçamento da Prefeitura está bastante comprometido com gastos com a folha. “Nunca ficou abaixo dos 50% que é o que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Sempre liga o alerta quando fica acima, mas isso não quer dizer que não é possível dar o reajuste”, explicou.

No entanto, Romero também admite que o crescimento vegetativo da folha, ou seja, os gastos que acontecem independentemente de reajuste, como promoções por tempo de serviço, acontecem e oneram o orçamento.

“Vai ser bem difícil encontrar uma solução, já que nos anos anteriores decidiram incorporar os penduricalhos como salários, o que elevou de R$ 800 para R$ 1 mil em algumas categorias, mas a Prefeitura tem colhido os impactos hoje”, conta.

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