Política

Com metade da bancada, PT perde capital político e deve ficar com 3ª secretaria

Ainda sofrendo as consequências da queda no desempenho nas urnas, nas eleições 2018, o PT vê seu capital político cair no legislativo estadual e, com ele, o poder de negociação em busca de cargos. De quatro membros na última legislatura, a bancada passa a contar, a partir de sexta-feira (1) – quando os eleitos serão […]

Maisse Cunha Publicado em 28/01/2019, às 13h14 - Atualizado às 13h21

Partido perdeu espaço com o resultado de outubro (Foto: Luciana Nassar/ALMS)
Partido perdeu espaço com o resultado de outubro (Foto: Luciana Nassar/ALMS) - Partido perdeu espaço com o resultado de outubro (Foto: Luciana Nassar/ALMS)

Ainda sofrendo as consequências da queda no desempenho nas urnas, nas eleições 2018, o PT vê seu capital político cair no legislativo estadual e, com ele, o poder de negociação em busca de cargos. De quatro membros na última legislatura, a bancada passa a contar, a partir de sexta-feira (1) – quando os eleitos serão empossados – com apenas metade.

Depois do encolhimento da bancada, com a saída dos veteranos João Grandão e Amarildo Cruz, os remanescentes ainda se acostumam com a ideia de perder a hegemonia na 2ª secretaria da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Com metade da bancada, PT perde capital político e deve ficar com 3ª secretaria
João Grandão e Amarildo Cruz ficaram de fora da 11° Legislatura (Foto: Luciana Nassar/ALMS)

Até então, o detentor do cargo era Amarildo, que, apesar dos 15.919 votos obtidos, ficou de fora da nova composição do parlamento. Com menos capital político, o partido deve perder o cargo para o G-10, grupo composto majoritariamente por deputados de primeiro mandato, e se conformar com a 3ª secretaria.

“Na última conversa que tivemos com o Paulo Corrêa [provável novo presidente da Casa de Leis], na semana passada, ele garantiu nossa participação na Mesa, e disse que, a princípio, poderia ser a 2ª ou a 3ª secretaria”, contou o deputado reeleito, Pedro Kemp.

Reinaldo ciente de tudo

Contando com ao menos 20 assinaturas, Corrêa já articula como novo comandante da Mesa Diretora. Na mesa semana em que teve a referida conversa com os petistas, ele se reuniu com membros do G-10, na presença do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), para acertar alguns detalhes em relação ao equacionamento dos cargos pleiteados pelos pares.

Ali, conforme o deputado Herculano Borges (SD), ’porta-voz’ do G-10 no Palácio Guaicurus, o grupo – que até então estava na briga com o veterano Zé Teixeira (DEM) pela 1° secretaria – ‘fez as contas’ e decidiu optar por algo mais tangível, a 2ª secretaria, prejudicando os planos da bancada petista. Os nomes, no entanto, só serão definidos na próxima quarta-feira (30), depois de nova reunião com Reinaldo.

“Ele [Paulo Corrêa] até falou para mim que o G-10 estava reivindicando a 2ª secretaria, mas disse que se tivermos que abrir mão do cargo para o G-10, ele garantiria nossa participação na Mesa, na 3ª secretaria”, lembrou.

Ele reconhece que o partido perdeu força, com a redução da bancada, mas “não vê problema algum” em abrir mão do cargo para um grupo maior. “Diminuiu nossa força, mas se ficarmos com a 3ª secretaria, não vejo problema algum. Queremos participar das discussões da Mesa Diretora, das deliberações, o importante é estarmos presentes em algum espaço da Casa”, conclui.

Jornal Midiamax