Política

Brasil não cabe na esquerda, diz Ciro sobre unir partidos para disputar com Bolsonaro em 2022

Em coletiva nesta sexta-feira (16) antes de participar da V Semana Acadêmica de Economia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Ciro Gomes não descartou participar das eleições de 2022 e tentar unir forças para propor uma chapa que faça frente à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Só que eu acho que […]

Evelin Cáceres Publicado em 16/08/2019, às 11h21

Ciro cumpriu agenda partidária em Campo Grande na 6ª feira (16). (Henrique Arakaki, Midiamax)
Ciro cumpriu agenda partidária em Campo Grande na 6ª feira (16). (Henrique Arakaki, Midiamax) - Ciro cumpriu agenda partidária em Campo Grande na 6ª feira (16). (Henrique Arakaki, Midiamax)

Em coletiva nesta sexta-feira (16) antes de participar da V Semana Acadêmica de Economia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Ciro Gomes não descartou participar das eleições de 2022 e tentar unir forças para propor uma chapa que faça frente à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL). “Só que eu acho que p Brasil não precisa de proposta estreita de esquerda. O Brasil não cabe na esquerda. Temos que ter humildade para entender. O Brasil não é de elite. É popular, rural, dos movimentos católicos, do trabalhador que enriqueceu no agronegócio e que vê comunismo em todo o canto”, pontuou.

Para Ciro, é preciso fazer um projeto nacional que una os interesses da produção aos interesses do mundo do trabalhador. “Não participei de nenhum gueto de esquerda. Vou propor um projeto e isso me faz andar pelo país para explicar direitinho e não é porque eu sou um gênio não. É porque a realidade está no nosso nariz e eles não deixam a gente entender com essa massa de propaganda de desorientação”.

E sobre as ações do governo Bolsonaro, Gomes destaca o uso de vagas ociosas dos presídios federais para abrigar chefes de facções criminosas. “Já o resto é um desastre que estamos presenciando, que se chama observatório trabalhista. Como fui candidato, é justo que as pessoas olhem minhas palavras com cautela para que não achem que eu esteja falando do meu adversário. Faço isso mostrando números. A saúde é a pior execução orçamentária do Brasil. Na segurança pública, o governo aplicou 6,5% do orçamento e já estamos terminando o 7º mês de mandato”.

Ciro criticou também o que chamou de crise que o próprio presidente criaria com palavras ‘vulgares e chulas’. “Bolsonaro agride os chineses e se alinha aos americanos. Ele trabalha contra o país, não sei se lucidamente. Assinou às pressas sem ler e ele não entende patavina de nada, porque ele é um idiota. Desculpa falar isso de um presidente da República, mas precisamos tirar as máscaras. O Centro Oeste carrega o país nas costas há décadas”. 

Agenda

A palestra começou às 9h no Teatro Glauce Rocha, localizado na Cidade Universitária da UFMS, sobre reformas econômicas e sociais durante a V Semana Acadêmica de Economia. Já à tarde, a partir das 14h, ele participa de encontro com lideranças do PDT na sede da Anoreg-MS (Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul). Por fim, às 19h, Ciro volta a realizar nova palestra, dessa vez na UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), onde falará de desenvolvimento social.

Jornal Midiamax