Política

Após fracasso nas urnas, PSB segue rachado e vereador pode deixar o partido

Sem conseguir eleger um parlamentar nas eleições de 2018, e ainda perder a cadeira de Elizeu Dionizio na Câmara dos Deputados, o panorama do PSB segue como no período de campanha, com partido rachado e vereadores de Campo Grande insatisfeitos. Este cenário pode levar o partido a perder integrantes no Legislativo da Capital. Vice-presidente municipal […]

Richelieu Pereira Publicado em 25/03/2019, às 10h50 - Atualizado às 19h40

Francisco e Carlão podem deixar já abriram mão do diretório municipal. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Francisco e Carlão podem deixar já abriram mão do diretório municipal. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal) - Francisco e Carlão podem deixar já abriram mão do diretório municipal. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Após fracasso nas urnas, PSB segue rachado e vereador pode deixar o partido
Francisco e Carlão já abriram mão do diretório municipal. (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Sem conseguir eleger um parlamentar nas eleições de 2018, e ainda perder a cadeira de Elizeu Dionizio na Câmara dos Deputados, o panorama do PSB segue como no período de campanha, com partido rachado e vereadores de Campo Grande insatisfeitos. Este cenário pode levar o partido a perder integrantes no Legislativo da Capital.

Vice-presidente municipal do PSB, o vereador Carlão não esconde sua insatisfação com a direção e falta de rumo do partido. “Ele [Elizeu Dionizio] tem que sentar e explicar para os detentores de mandato qual é a pretensão dele. Se ele não fizer, a hora que abrir a janela eu vou sair”, disparou o primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara.

O parlamentar informou sobre a situação crítica que vive o diretório municipal socialista. Sem prestar contas à Justiça Eleitoral por três anos, caso esta situação permaneça, podem ficar impedidos de lançar candidatura. Sem recursos, Carlão diz que precisam de socorro financeiro da regional.

“Temos que sentar com o presidente, ex-deputado Elizeu Dionizio, para acertar se ele não tem condições de ajudar o municipal. Se ele com esse recurso da estadual não for ajudar a municipal a sanar essas dívidas, essas prestações de contas, fica difícil”, avalia Carlão.

Preocupado com sua reeleição e a dos outros dois colegas de Casa, Junior Longo e Veterinário Francisco, Carlão espera uma chapa ano que vem formada por pessoas “que têm voto”, mas diz que para isso é necessário ocorrer mudança. Caso ocorra, teria força de eleger “de três a quatro vereadores”.

No entanto, o alerta é de que se a situação continuar como está, o resultado vai ser a perda de filiados. “Não podemos montar uma chapa que vai degolar três vereadores aqui. Ele [Dionizio] tem que sentar conosco. Agora tem que iniciar dele. Se ele não tiver essa iniciativa…”, deixa no ar o vereador.

Sobre seu futuro, Carlão diz que que tem convites de outras legendas e que pode entrar no PSDB, no DEM, ou até no PSD do prefeito Marquinhos Trad. Mas o objetivo é tentar colocar o PSB da Capital em ordem, quitando as dívidas do diretório e resolvendo a prestação de contas pendentes de 2015, 2016 e 2017.

Racha

Durante a campanha eleitoral do ano passado, a insatisfação de Francisco Veterinário e Carlão com o comando regional do PSB era evidente. Os dois, inclusive, não participaram da convenção da legenda em que foram anunciados seus candidatos ao pleito.

O descontentamento de alguns filiados começou depois da mudança na presidência regional. Em março, Elizeu Dionizio se filiou aos socialistas e assumiu a liderança imediatamente, com objetivo principal de manter sua vaga de deputado federal.

Como reação a falta de diálogo, Francisco abriu mão da presidência provisória do diretório da Capital. E tanto ele quanto Carlão se abstiveram de pedir votos a Dionizio, que acabou não conseguindo se reeleger e a sigla também ficou sem representantes da Assembleia Legislativa.

Jornal Midiamax