Política

Formação de chapas contribuiu para perda de vagas do PSDB na ALMS, dizem vereadores

Os dois vereadores de Campo Grande do PSDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa acreditam que a construção das chapas pela coligação tucana prejudicou que um deles conquistasse uma cadeira. Delegado Wellington e André Salineiro não conseguiram se eleger, sendo que este último conseguiu mais votos do que seis postulantes que conseguiram entrar no Legislativo […]

Richelieu Pereira Publicado em 09/10/2018, às 12h54 - Atualizado às 13h35

Delegado Wellington e André Salineiro. (Foto: Arquivo/Midiamax/CMCG)
Delegado Wellington e André Salineiro. (Foto: Arquivo/Midiamax/CMCG) - Delegado Wellington e André Salineiro. (Foto: Arquivo/Midiamax/CMCG)
Formação de chapas contribuiu para perda de vagas do PSDB na ALMS, dizem vereadores
Delegado Wellington e André Salineiro. (Foto: Arquivo/Midiamax)

Os dois vereadores de Campo Grande do PSDB na disputa por vagas na Assembleia Legislativa acreditam que a construção das chapas pela coligação tucana prejudicou que um deles conquistasse uma cadeira. Delegado Wellington e André Salineiro não conseguiram se eleger, sendo que este último conseguiu mais votos do que seis postulantes que conseguiram entrar no Legislativo estadual.

Policial federal licenciado, Salineiro conseguiu 18.953 votos, enquanto Wellington 9.524. Ambos não tiveram ajuda do quociente eleitoral para impulsionar suas candidaturas a conseguir uma vaga. Formada por 14 partidos, a coligação tucana foi dividida em três chapas.

A primeira chapa para deputado estadual era formada por PSDB, DEM e PROS. A segunda por PSL, PSB, PP, PPS, PTB, PMB e Solidariedade. E, por último, a terceira chapa com PSD, PMN, Patriota e Avante.

Pelo PSDB, Mara Caseiro, Dione Hashioka e Enelvo Felini ficaram de fora da Assembleia mesmo com votos suficientes para entrar, caso não fosse levado em consideração o quociente eleitoral. A bancada que atualmente tem oito deputados estaduais, caiu para cinco, mas segue a maior da Casa.

Por outro lado, a chapa encabeçada pelo PSL, do presidenciável Jair Bolsonaro, teve os dois mais bem votados: Capitão Contar (78.390 votos) e Coronel David (45.903). O melhor tucano foi Onevan de Matos (30.813), quinto na preferência do eleitorado.

A votação dos correligionários de Bolsonaro ajudou a impulsionar Herculano Borges (SD), Gerson Claro (PP), Evander Vendramini (PP), e Lucas de Lima (SD).

“A gente não tem como prever uma situação dessa. Mas o Lucas de Lima acabou, num ato de sorte até, cair numa chapa que num primeiro momento parecia não ter muito futuro ele acabou sendo privilegiado por conta do efeito Bolsonaro”, explicou Delegado Wellington.

Questionado se a formação das chapas teve influência nisso, foi sucinto. “Com certeza absoluta”, disparou Wellington.

André Salineiro também comentou o fato. “Prejudicou. Na verdade, é esse sistema que ainda nós temos no Brasil de quociente eleitoral de legenda. Mas a gente já sabia das regras, então não tem o que se lamentar”.

Apesar disso, ambos comemoram o resultado das urnas.

“Resultado mais do que excelente pela estrutura. Infelizmente percebe-se que ainda muitas pessoas continuam querendo a mesmice. Eu acho que foi expressivo, a chapa foi pesada”, celebra Salineiro.

“Eu acho que foi excepcional tendo em vista o trabalho que a gente fez em Campo Grande. Meus votos quase que triplicaram. Esse modelo de campanha da forma como está facilita muito quem já está na situação”, argumenta Wellington.

Jornal Midiamax