Política

Verdade, falso ou impreciso? Midiamax faz fact-checking de dados do debate

Será que os dados apresentados pelos candidatos durante o Debate Midiamax são verdadeiros? A reportagem do Jornal Midiamax realizou fact-checking, uma forma de qualificar o debate público por meio da apuração jornalística, de alguns dos dados apresentados e mostra a partir desta terça-feira (4) para o eleitor o que é verdade, o que é falso […]

Da Redação Publicado em 04/09/2018, às 14h03 - Atualizado em 05/09/2018, às 15h01

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Verdade, falso ou impreciso? Midiamax faz fact-checking de dados do debate
Foto: Marcos Ermínio

Será que os dados apresentados pelos candidatos durante o Debate Midiamax são verdadeiros? A reportagem do Jornal Midiamax realizou fact-checking, uma forma de qualificar o debate público por meio da apuração jornalística, de alguns dos dados apresentados e mostra a partir desta terça-feira (4) para o eleitor o que é verdade, o que é falso e o que é impreciso.

Em razão das apurações sobre as afirmações dos candidatos dependerem também de dados de órgãos oficiais informados por suas assessorias, esta reportagem será atualizada assim que cada nova apuração for finalizada. 

FALSO

Investimento na UEMS

Humberto Amaducci (PT) afirmou que na época da gestão do ex-governador Zeca do PT, a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) tinha autonomia e recebeu um investimento de cerca de R$ 70 milhões. “Agora, ao oque tudo indica, são cerca de R$ 7 milhões em investimentos”.

Como o ano de 2018 ainda não acabou e não há nenhum dado de despesa em relação à UEMS no site da Transparência do Governo do Estado (http://www.transparencia.ms.gov.br/#/Despesa), a checagem foi feita com base em 2017.

No ano passado foram pagos efetivamente à Universidade R$ 170.503.993,14. Uma média de R$ 14.208.666,1 de despesas por mês. Na previsão orçamentária para o ano de 2018, o governo do Estado calculou investimento de R$ 194.917.000.

IMPRECISO

Duodécimo da Assembleia Legislativa

Junior Mochi (MDB) afirmou que “Pela primeira vez na história de Mato Grosso do Sul a Assembleia Legislativa devolve dinheiro ao Estado. Ao longo dos três primeiros anos, nós devolvemos do duodécimo cerca de R$ 76 milhões. Vamos fechar esse ano devolvendo mais de R$ 100 milhões”.

A afirmação é considerada imprecisa porque apesar dos números devolvidos nos três primeiros anos de seu mandato estarem corretos, conforme a Transparência da Assembleia Legislativa esta não foi a primeira vez que a Casa devolveu recursos ao Governo. Em 2013, na gestão de Jerson Domingos, foram devolvidos mais de R$ 14 milhões do duodécimo ao Estado.

Índices da educação básica

Odilon (PDT) disse, em resposta a Reinaldo Azambuja (PSDB), que o desempenho das escolas da rede estadual no Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) teve uma queda. A afirmação é considerada imprecisa porque apesar de relatório do Saeb apontar queda de -0,9 nos ‘ganhos de aprendizagem por Estado’, outros números do Inep, instituto ao qual o Saeb é vinculado, mostram evolução em alguns índices.

Segundo o Inep, em 2015, o desempenho em matemática foi de 221,74, em língua portuguesa foi de 210,85, com nota média padronizada em 6,03. Em 2017, o índice trouxe resultados um pouco maiores para os alunos da rede estadual. Em matemática, o índice ficou em 223,12, língua portuguesa 216,08, com nota média padronizada em 6,16.

VERDADE

Salário de professores

Juiz Odilon (PDT) confrontou o atual governador Reinaldo Azambuja (PSDB) quando disse que o Estado de Mato Grosso do Sul não paga o maior salário ode professores, mas sim um Estado mais pobre que MS, o Maranhão, com um salário base de R$ 5.750.

Reinaldo afirmou que Mato Grosso do Sul paga para toda a categoria um salário maior e que Maranhão para uma minoria. Tanto o candidato Odilon como Reinaldo estão certos. O Maranhão paga o maior salário base para os professores que atuam em 40 horas semanais, um valor de R$ 5.750 (https://novaescola.org.br/…/professores-do-maranhao-sao-mes…), sendo este um piso maior que o de Mato Grosso do Sul, é de R$ 5.553 para a mesma carga horária.

No entanto, o valor mais alto é pago a mais profissionais no nosso Estado, já que no Maranhão apenas 7% dos professores atuam com esta carga horária.

Gasto com impostos

Durante o debate, Marcelo Bluma (PV) fez a seguinte afirmação: “Nós gastamos 40% do que a gente ganha todos os meses com imposto”.

Não existe estudo que avalia quanto cada contribuinte gasta mensalmente com impostos. O mais próximo disso é um levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) no qual aponta que o brasileiro trabalhou 153 dias para pagar tributos – ou cinco meses e dois dias. No entanto, se este valor for diluído durante 12 meses, daria aproximadamente os 40% informados.

Índices da educação básica

Reinaldo Azambuja afirma, sem dizer números, que levantamento divulgado na última segunda-feira (30) mostra a educação pública do Estado obteve melhores resultados no Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica).  Em 2015, o ensino médio nas escolas da rede pública obteve nota 3,5, enquanto, segundo a pesquisa mais recente, o ensino foi avaliado com nota 3,6. Apesar de pouco crescimento, a classificação ainda ficou abaixo da meta 4,2.

Jornal Midiamax