Política

TRE-MS nega pedido de Soraya que tenta deixar inelegível presidente do PSL, suplente dela no Senado

A senadora eleita Soraya Thronicke e o segundo suplente, Danny Fabrício Cabral Gomes impetraram uma ação de investigação judicial contra o presidente do próprio partido, o PSL, Rodolfo Oliveira Nogueira para que seja decretada a sua inelegibilidade. Com isso, ele pode ser retirado do posto de 1º suplente. A ação pede produção de provas para […]

Evelin Cáceres Publicado em 16/10/2018, às 12h47

Soraya ao lado de Rodolfo, à direita, durante convenção do partido. (Foto: Cleber Rabelo/Midiamax)
Soraya ao lado de Rodolfo, à direita, durante convenção do partido. (Foto: Cleber Rabelo/Midiamax) - Soraya ao lado de Rodolfo, à direita, durante convenção do partido. (Foto: Cleber Rabelo/Midiamax)

A senadora eleita Soraya Thronicke e o segundo suplente, Danny Fabrício Cabral Gomes impetraram uma ação de investigação judicial contra o presidente do próprio partido, o PSL, Rodolfo Oliveira Nogueira para que seja decretada a sua inelegibilidade. Com isso, ele pode ser retirado do posto de 1º suplente.

A ação pede produção de provas para que Rodolfo mostre os recebidos de pagamentos das gráficas responsáveis pelo material de campanha. O desembargador Sérgio Fernandes Martins indeferiu a liminar para que o presidente seja obrigado a mostrar as notas e concedeu ao presidente do partido cinco dias para que ele se defenda contra o pedido de inelegibilidade.

A briga entre a senadora e o presidente do PSL em Mato Grosso do Sul teria iniciado, segundo os autos, quando a senadora descobriu que Rodolfo estaria imprimindo material de campanha com o nome de Jair Bolsonaro, candidato à presidência, juntamente com o nome de outros candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul que não eram coligados.

De acordo com a senadora e o segundo suplemente, “o material de propaganda estava incorreto, porque induziu o eleitor a pensar que os candidatos ao senado pelo PSL seriam” outros. “A conduta do representado incorreu em abuso de poder econômico, quando da confecção de material gráfico de propaganda eleitoral”.

No processo, Soraya também relata ter registrado boletim de ocorrência por ameaça que teria sofrido de Rodolfo.

A decisão do desembargador é do último dia 9 de outubro. Após a manifestação de Rodolfo e possível arrolamento de testemunhas, o pedido de inelegibilidade será analisado e pode ser deferido ou não.

Jornal Midiamax