Política

‘Sofri muito na Câmara’: deputada pede que Assembleia evite votar nomes de ruas

Na Assembleia, Grazielle fez sugestão após apresentar projeto

Joaquim Padilha Publicado em 02/05/2018, às 11h34

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Nesta quarta-feira (2), a deputada Grazielle Machado (PR) sugeriu que a Assembleia Legislativa evite votar em plenário projetos de lei que alteram nomes de ruas, pontes e prédios públicos. Segundo a parlamentar, na época em que era vereadora da Câmara de Campo Grande, votações como essas eram comumente questionadas entre os eleitores.

“Eu sofri muito quando vereadora por que a Casa votava indicação de nomes de viadutos”, relembrou a deputada. Para evitar novas críticas, a parlamentar pediu que votações nesse sentido sejam evitadas no plenário.

“Não estou questionando a indicação, mas a necessidade de trazer a plenário uma discussão com essa, que deve ser votação simbólica”, complementou a parlamentar.

O deputado Paulo Siufi (MDB) concordou com Grazielle. “Nós éramos muito questionados sobre essas votações para dar nome as coisas. ‘Por que vocês não dão nome para poste também?’, perguntavam nas ruas”, lembrou o deputado.

“Mato Grosso do Sul quer uma nova política, pessoas discutindo porque, por exemplo, os projetos de lei passam pela CCJR (Comissão de Constituição e Justiça), são aprovados pelos deputados e depois que o governador veta, esse veto é mantido pela Casa”, completou Grazielle.

A deputada fez referência a votação no início da sessão desta quarta, em que os parlamentares votaram sobre o veto do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) contra a proposta de Siufi de incluir feirantes na lista de prioritários de vacinação contra H1N1.

Novo nome para PGJ

A sugestão foi feita enquanto a parlamentar apresentava um projeto de lei com o objetivo questionado. O projeto denomina como “Fadel Tajher Iunes” o edifício-sede da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça). A proposta foi votada simbolicamente após a sugestão de Grazielle.

Fadel foi procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, e era membro do Ministério Público Estadual antes mesmo da divisão do Estado. Ele faleceu em setembro de 2017, aos 82 anos de idade.

Jornal Midiamax