Política

Sindicato rejeita proposta da Prefeitura e alega interferência política

Servidores propuseram incorporação de metade do abono no próximo mês e o restante, acrescido de 30% de aumento, pago em 10 meses, a partir de outubro

Maisse Cunha Publicado em 07/06/2018, às 14h37 - Atualizado em 23/07/2020, às 19h43

(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio) - (Foto: Marcos Ermínio)

O Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande) rejeitou a proposta de reajuste salarial da categoria 14-B, apresentada pelo secretário de Finanças, Pedro Pedrossian Neto, após reunião que encerrou no início da tarde desta quinta-feira (7). Ao lado de fora do Paço Municipal, servidores realizavam um “apitaço”.

A Prefeitura, segundo afirmou o presidente do sindicato, Marcos Tabosa, teria oferecido dividir o abono de R$ 847 em 36 meses, mesma proposta apresentada à associação de servidores. Segundo questionou Tabosa, “uma associação tem caráter recreativo” e não deveria negociar reajuste, além de ser dirigida por pessoas ligadas ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) e ao vereador Fritz (PSD), da base aliada do prefeito.

A proposta foi negada, após consulta aos trabalhadores, e os representantes então, em contraproposta, pediram a incorporação de R$ 424, metade do abono, e o restante, acrescido de 30% de aumento, dividido em 10 meses, contatos a partir do mês de outubro.

“Apresentamos o impacto financeiro dessa proposta ao Executivo, que é menor que os R$ 4,5 milhões que a prefeitura mantém de comissionados mensalmente”, disse Tabosa ao Jornal Midiamax.

Outro pedido do sindicato, segundo o presidente, seria a carga horária de 30 horas semanais para a categoria, que recebe vencimentos de R$ 2.067,00, além do abono que eles pedem a incorporação ao salário.

“Também levamos essa segunda proposta para a 14-B sem que isso aumento a despesa do Município e prejudique a população”. Uma segunda reunião deve ser realizada na próxima semana, conforme adiantou Tabosa, onde o Executivo apresentará o seu parecer sobre o reajuste ao sindicato.

“Depois dessa próxima reunião de semana que vem, vamos levar a nova proposta da Prefeitura à Assembleia e lá vamos decidir se aceitamos ou não, caso negada, vamos estudar quais providência tomar”, ponderou.

Jornal Midiamax