Política

Sem privatização, governo terá de retirar recursos da saúde e educação, diz Marun

Decreto sobre privatização da Eletrobras foi assinado nesta quinta

Maisse Cunha Publicado em 19/04/2018, às 19h38 - Atualizado em 23/04/2018, às 10h08

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Decreto sobre privatização da Eletrobras foi assinado nesta quinta

O ministro Carlos Marun (MDB) afirmou que caso a privatização da Eletrobras não se conclua, o Governo Federal terá de retirar valores entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões das áreas da saúde, da educação e da segurança pública para capitalizar a companhia. O anúncio foi feito durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta-feira (19).

“A privatização da Eletrobras é imprescindível para a recuperação econômica do Brasil”, defendeu o ministro. Segundo Marun, sem a privatização, a empresa não terá condições de seguir atendendo a população por muito tempo.

“Caso contrário, o Governo Federal terá, no ano que vem, que fazer essa capitalização com 10 a 15 bilhões a mais retirados da Saúde, da Educação e da Segurança Pública”, defendeu o interlocutor do presidente Michel Temer (MDB).

Marun ainda garantiu que o governo se esforçará ao máximo para que a privatização se materialize. “O ideal e mais correto a se fazer no momento é que a capitalização da Eletrobras seja feita com recursos da iniciativa privada e é para isso que vamos nos dedicar”.

As negociações em torno do texto com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), duraram em torno de uma semana. Segundo Marun, o decreto que trata do início dos estudos de privatização, que será publicado nesta sexta-feira (20) no DOU (Diário Oficial da União), “é um decreto vacinado contra intrigas”, afirmou. O texto foi assinado por Temer nesta quinta-feira (19).

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