Política

Procuradoria se manifesta pelo deferimento da candidatura de Soraya ao Senado

A candidatura da advogada Soraya Thronicke (PSL) está próxima de ser confirmada pela Justiça Eleitoral. Isso porque o registro da candidata no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) havia sido questionado pelo Podemos, mas a PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) se manifestou nesta segunda-feira (10) pelo deferimento do registro. Ao impugnar a candidatura, o Podemos argumentou que...

Maisse Cunha Publicado em 11/09/2018, às 13h11

(Foto: reprodução/arquivo pessoal)
(Foto: reprodução/arquivo pessoal) - (Foto: reprodução/arquivo pessoal)

A candidatura da advogada Soraya Thronicke (PSL) está próxima de ser confirmada pela Justiça Eleitoral. Isso porque o registro da candidata no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) havia sido questionado pelo Podemos, mas a PRE (Procuradoria Regional Eleitoral) se manifestou nesta segunda-feira (10) pelo deferimento do registro.

Ao impugnar a candidatura, o Podemos argumentou que Soraya e seu suplente Danny Fabrício Cabral Gomes seriam inelegíveis por serem sócios de um escritório de advocacia, condenado em 2015 pela Justiça Eleitoral por fazer doação de campanha supostamente ilegal.

Dados da Justiça Eleitoral revelam que nas eleições de 2014 o escritório Cabral Gomes Sociedade Individual de Advocacia doou R$ 25 mil para a campanha da deputada federal Tereza Cristina, à época do PSB.

“A ré apenas integra o escritório de advocacia mantido pela pessoa jurídica que foi condenada por doação eleitoral ilegal, não figurando como sua dirigente à época em que o ato ilícito em apreço foi praticado”, afirmou em despacho o procurador regional eleitoral Marcos Nassar.

Ao Midiamax, Soraya havia afirmado que as doações supostamente ilegais teriam sido feitas antes dela compor sociedade com Danny e que, além disso, ela não estaria no contrato social do escritório.

“Naquele tempo eu não estava nem na sociedade nem no escritório. Nós trabalhamos juntos, mas eu não estou na sociedade de advogados. E a doação foi feita há anos, antes de eu estar lá”, justificou. A juíza Elizabete Anache concedeu dois dias para o Podemos regularizar documentações, antes de emitir seu parecer.

Jornal Midiamax