Política

Prisão de Puccinelli antes de convenção partidária é ‘estranha’, diz Moka

Senador Moka falou sobre prisão em coletiva do MDB

Aliny Mary Dias Publicado em 20/07/2018, às 16h10 - Atualizado às 18h59

None

O senador Waldemir Moka (MDB) afirmou nesta sexta-feira (20) que a prisão do ex-governador André Puccinelli às vésperas da convenção partidária da sigla causa “estranheza”. Moka também falou, durante entrevista coletiva do partido, que o momento é de solidariedade.

Puccinelli foi preso na manhã de hoje por determinação da Justiça Federal. Também estão detidos no Centro de Triagem o filho de André e o advogado João Paulo Calves.

O senador lembrou que a prisão anterior de Puccinelli, em novembro, ocorreu dias antes dele ser anunciado como presidente do MDB. “É estranho porque da última vez quando o André ia assumir a presidência do partido houve a primeira prisão, é estranho que agora um dia antes da convenção novamente uma decisão prenda ele”.

Inicialmente, a convenção do MDB para lançar André como candidato ao Governo ocorreria neste sábado, dia 21, mas em meados de julho a data foi transferida para 4 de agosto, e até o momento está mantida.

Moka falou, por fim, que acredita em uma solução rápida para a situação. “Não há preocupação”, disse. O deputado estadual Junior Mochi revelou que o MDB acredita na soltura de André até a próxima terça-feira (24).

Prisão

Além do ex-governador, foram presos na manhã de hoje seu filho, André Puccinelli Junior, e o advogado João Paulo Calves, acusados pelo MPF (Ministério Público Federal), de lavagem de dinheiro e continuidade da prática de atos ílicitos, mesmo após a primeira prisão do trio, em novembro de 2017, na 5ª fase da Operação Lama Asfálitca, a Papiros de Lama.

Durante as investigações, agentes da PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, teriam encontrados provas de que o Instituto Ícones do Direito, empresa de Calves, mas que seria de Puccinelli Júnior, teria recebido recursos de propinas pagas pela JBS ao ex-governador.

Além da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que implicaram Puccinelli, Zeca do PT e Reinaldo Azambuja (PSDB) como supostos beneficiários de um esquema de propina, pessoas que seriam operadores do esquema junto ao governo de MS também fecharam acordos de delação premiada no âmbito da Lama Asfáltica.

Jornal Midiamax