Política

Entre vereadores, sonho é disputar um cargo a deputado estadual ou federal

Todos dependem do aval dos partidos 

Richelieu Pereira Publicado em 02/03/2018, às 16h15 - Atualizado em 20/07/2020, às 01h48

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Todos dependem do aval dos partidos 

Com o período eleitoral cada vez mais próximo, os partidos intensificam as negociações para formar alianças e selecionar a lista com os nomes de postulantes a cargos estaduais e federais no pleito de outubro deste ano. Entre os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande, o objetivo da maioria é fazer parte das listas consolidadas para registro de candidaturas.

Em levantamento feito pelo Jornal Midiamax, dos 29 parlamentares da Capital, 13 declaram a intenção de participar das eleições, enquanto outros aguardam o partido convocá-los, e há os que dizem com convicção que a meta é completar os quatro anos no Legislativo local.

Dos que querem passar pelo crivo do eleitorado sul-mato-grossense, a maioria pretende um cargo na Assembleia Legislativa ou na Câmara dos Deputados. Apenas dois fogem deste perfil, o experiente Antônio Cruz (PSDB), que só pensa no Senado e cogita mudar de partido para isso, e Gilmar da Cruz (PRB), que espera uma vaga como suplente de senador.

A bancada evangélica domina em postulantes à disputa por votos. Além dos dois acima citados, Pastor Jeremias Flores (Avante), Papy (SD), Betinho (PRB) e Junior Longo (PSDB) se apresentam como eventuais pré-candidatos a deputados federais ou estaduais, com apoio da mesma base que os elegeram em 2016.

“O partido já me convocou e a própria igreja onde congrego existe um desejo e possivelmente sairei pré-candidato a deputado estadual pelo Avante”, diz Jeremias Flores.

Junior Longo segue pela mesma linha, ao dizer que incialmente o desejo era permanecer como vereador, mas seu “grupo político”, o mesmo do correligionário e deputado federal Elizeu Dionizio, que ele faz questão de citar, influenciou a se apresentar para disputa nas urnas.

“Sou pré-candidato a deputado estadual. Estou conversando dentro do partido, estamos caminhando para isso. Junto com o deputado Elizeu Dionizio, a gente vem da mesma base, e temos essa oportunidade de sair por causa do nosso grupo”, relata Junior Longo.

Papy atende um chamado do Solidariedade, que vê em seu nome “potencial” para atingir a cláusula de barreira partidária e o convidou para disputar uma cadeira na Câmara federal. “O partido está promovendo minha campanha. O quadro é favorável, sou um candidato ficha limpa, tenho grupo, imagino que esses fatores vão fazer a diferença”.

Filho do presidente da igreja El Shaddai, Papy afirma que o fato de ser evangélico impulsiona sua pré-candidatura. “Todo mundo que tem grupo acaba tendo vantagem, o seguimento é muito forte. Tem outros bons nomes que vão disputar a federal, mas me vejo com condição de disputar de igual para igual”.

Presbítero da Igreja Assembleia de Deus Missões, Betinho não se embasa em um “grupo” para tentar colocar seu nome nas urnas. “Estamos conversando com o partido, possivelmente já me configuro como candidato a deputado estadual. Nós temos essa pretensão e agora vamos construir partidariamente”, diz.

Outros vereadores que pretendem uma cadeira na Assembleia Legislativa são Lucas de Lima (SD), Otávio Trad (PTB), Dr. Loester (PMDB) e Dharleng Campos (PP), todos esperam um aval dos partidos para alcançarem o objetivo. Campeão de votos em 2016, André Salineiro (PSDB) diz que, caso apresente seu nome, também seria apenas como deputado estadual. “Não quero ficar longe da minha base”, justifica.

O tucano Delegado Wellington espera apenas conversas partidárias para definir se sua pré-candidatura será para a Casa legislativa estadual ou federal. Vereador Carlão (PSB), está convicto em sair para uma vaga em Brasília. “Conversei com o presidente estadual do partido, já deixei bem claro que nós vamos disputar para deputado federal. Se o partido me abrir as portas, eu vou disputar”, dispara.

Em cima do muro, estão o presidente João Rocha (PSDB), que aguarda conversas com o partido, assim como William Maksoud (PMN), Valdir Gomes e Cazuza, ambos do PP, Cida Amaral (Podemos), Wilson Sami (MDB) e Eduardo Romero (Rede).

Vinícius Siqueira (DEM) e Enfermeiro Fritz (PSD), assim como os colegas, aguardam definição das legendas, além de consultarem as bases eleitorais para decidir o que será melhor para todos.

Na lista dos convictos em permanecer, em princípio, na Câmara de Campo Grande, estão os vereadores Dr. Lívio (PSDB), Ayrton Araújo (PT), Veterinário Francisco (PSB), João César Mattogrosso (PSDB) e Ademir Santana (PDT). No discurso comum destes parlamentares, está apoiar os correligionários e deixarem uma “marca” como vereadores, cada um em sua proposta de atuação.

Odilon de Oliveira Junior (PDT) faz parte da lista dos com convicção em seu papel nas eleições de outubro, mas de uma forma diferente. “Meu único projeto político é coordenar a campanha do juiz Odilon [pré-candidato ao governo e pai do vereador]”, resume.

Chiquinho Telles, líder do prefeito Marquinhos Trad, ambos do PSD, afirma que pretende exercer os quatro anos do mandato, porém deixa uma lacuna aberta para ser uma peça do jogo partidário em possíveis arranjos políticos. “A Rose saiu daqui para ser a vice-governadora. É bom ser lembrado, mas para tudo tem o momento certo. Mas agora sou candidato a terminar meu mandato de vereador”, conclui.

Jornal Midiamax