Política

Depois de denúncias, Marun descarta ‘grandes mudanças’ no Ministério do Trabalho

Mesmo diante de supostas fraudes em registros sindicais no Ministério do Trabalho, que culminaram no afastamento do ex-ministro Helton Yomura, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, descartou nesta terça-feira (10) haver grandes mudanças na pasta, agora sob o comando do advogado caio Luiz de Almeida Vieira de Mello. “É claro que o novo […]

Maisse Cunha Publicado em 10/07/2018, às 17h33

O ministro criticou as manifestações de pesar e lamento em relação à perda de milhões de peças (Foto:Reprodução/ Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro criticou as manifestações de pesar e lamento em relação à perda de milhões de peças (Foto:Reprodução/ Antonio Cruz/Agência Brasil) - O ministro criticou as manifestações de pesar e lamento em relação à perda de milhões de peças (Foto:Reprodução/ Antonio Cruz/Agência Brasil)

Mesmo diante de supostas fraudes em registros sindicais no Ministério do Trabalho, que culminaram no afastamento do ex-ministro Helton Yomura, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, descartou nesta terça-feira (10) haver grandes mudanças na pasta, agora sob o comando do advogado caio Luiz de Almeida Vieira de Mello.

“É claro que o novo ministro tem liberdade para escolher a nova equipe, mas nós entendemos que o trabalho do PTB à frente do ministério foi positivo. Tem muita coisa boa que tem que ter conctinuidade, mas as coisas ruins tem de ser reavaliadas e modificadas, mas temos certeza que o novo ministro tem as necessárias condições para tanto”, afirmou.

Marun foi citado por jornais como Jornal Folha de S. Paulo, o Globo e o Estado de S. Paulo como suspeito de participar de fraudes no Ministério do Trabalho, assunto da Operação Registro Espúrio, que levou o STF (Supremo Tribunal Federal) a determinar o afastamento de Yomura do cargo na última quinta-feira (5).

O ministro apresentou queixa-crime sobre as acusações  na última segunda-feira (9) e afirmou que as notícias ligando ele a fraudes no ministério lhe causaram danos graves e grande constrangimento. “Fizeram com que eu passasse um constrangimento, minha família está sofrendo. ”, afirmou em pronunciamento no Plácio do Planalto.

Ainda conforme o ministro, ele está sendo “enxovalhado por causa de uma safadeza da imprensa nacional, isso é muito grave”, completou relembrando, na ocasião, a necessidade da aprovação da lei do abuso de autoridade.

Investigação

Segundo a Folha de S. Paulo, a Polícia Federal pediu autorização para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Marun e de sua chefe de gabinete, Vivianne de Melo, mas a Procuradoria-Geral da República entendeu que, por ora, não havia provas de que o emedebista integrava a organização criminosa.

No despacho de sexta (29) em que afastou do cargo o ministro do Trabalho, Helton Yomura, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator das investigações da Operação Registro Espúrio, concordou com o posicionamento da PGR, mas destacou trechos que reforçam suspeitas sobre Marun.

Em suas manifestações ao Supremo, a PF e a PGR apontaram que materiais apreendidos anteriormente pela Registro Espúrio, como mensagens de celular, mostram que Marun “se vale de sua força política para solicitar concessões de registros das entidades [sindicais] de seu interesse”.

Há conversas entre a chefe de gabinete de Marun, Vivianne, e Renato Araújo Júnior, ex-coordenador de Registro Sindical do Ministério do Trabalho atualmente preso, que, para os investigadores, evidenciam as demandas do ministro da Secretaria de Governo dentro do Ministério do Trabalho.

Jornal Midiamax