Política

Como ficam as eleições sem Lula no páreo? Consultoria de análise política responde

 Chances de Geraldo Alckmin (PSDB) chegar no segundo turno aumentaram

Diego Alves Publicado em 27/01/2018, às 01h19

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 Chances de Geraldo Alckmin (PSDB) chegar no segundo turno aumentaram

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) abriu caminho para outros candidatos nas eleições presidenciais deste ano. De acordo com a consultoria de análise política e econômica Eurasia, nesse cenário, as chances de um candidato amigável ao mercado, como Geraldo Alckmin (PSDB), chegar no segundo turno aumentaram.Como ficam as eleições sem Lula no páreo? Consultoria de análise política responde

Mas isso não significa que o caminho será fácil. “Essa eleição será caracterizada por muitos riscos quando se trata da chance de se eleger um presidente que consiga realizar reformas fiscais”, diz a análise.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) também se firma como um personagem competitivo com a saída de Lula. “Bolsonaro não é um candidato anti-Lula. Ele é o candidato anti establishment. Certamente ele terá fortes pontos negativos em qualquer cenário de segundo turno, então as chances de ele vencer não são altas. Ainda assim, ele é um candidato forte”, diz o texto.

A Eurasia destaca outros dois nomes que podem afetar significativamente a corrida presidencial: o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que poderia conquistar a atual base de apoio de Lula, e o apresentador Luciano Huck, cuja candidatura estaria “parcialmente ligada ao grau de desespero dos partidos centristas de não conseguirem candidato competitivo”.

A consultoria recorda ainda que o último levantamento realizado pelo Instituto Datafolha, em novembro de 2017, mostrou que a ex-senadora Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) são os candidatos com mais chances de herdar os votos do ex-presidente Lula.

Em um cenário em que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é o candidato do PT, a intenção de voto de Marina Silva subiria seis pontos percentuais (o que a deixaria com 16%,  em segundo na corrida eleitoral) e a de Ciro Gomes, cinco pontos percentuais. Já Haddad não passa dos 3% das intenções de voto. Já Bolsonaro ganha 3% dos apoios a Lula e Alckmin, 2%.

Vale ressaltar que pelos cálculos da Eurasia, antes do veredito dos juízes, a probabilidade de Lula disputar o pleito era de 30% a 40%. No entanto, o fato de os três desembargadores terem validado a condenação de Sergio Moro com unanimidade e ainda aumentarem a pena do petista para 12 anos 1 mês reduziu as chances de Lula estar nas urnas de votação.

No entanto, de acordo com a consultoria, a candidatura do ex-presidente não está “completamente morta”, já que a defesa ainda pode entrar com recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também no Supremo Tribunal Federal (STF).

Jornal Midiamax