Política

Câmara aprova projeto que estabelece o marco zero geográfico da Capital

Local fica próximo ao Horto Florestal

Richelieu Pereira Publicado em 19/04/2018, às 15h57 - Atualizado em 23/04/2018, às 10h49

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Local fica próximo ao Horto Florestal

Três projetos de lei foram aprovados em regime de urgência durante a sessão desta quinta-feira (19), pela Câmara Municipal de Campo Grande. Entre eles está o que institui o marco zero da cidade, que está localizado próximo ao Horto Florestal, na região central da Capital, no gramado do monumento Carro de Boi.

Para adotar a demarcação oficialmente, no cruzamento da Avenida Fernando Corrêa da Costa com a Avenida Presidente Ernesto Geisel, foi levado em consideração estudo elaborado pela Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana) que teve a participação do engenheiro Elias Makaron Neto.

O marco zero de uma cidade representa o seu centro geográfico, a partir do qual todas as medições de distância relativas a ela são estabelecidas. Um marco regulador das distâncias entre os municípios e a Capital, bem como demonstra que o crescimento da cidade começou a partir daquele local.

“Esse projeto é extremamente importante porque, por incrível que pareça, Campo Grande não tem um marco zero. Muitos acreditam que seria o Obelisco, mas não é verdade”, justificou o autor da proposta, o vereador Delegado Wellington (PSDB).

Para passar a valer oficialmente, a proposta precisa ser sancionada pelo prefeito Marquinhos Trad (PSD), já que foi aprovada hoje em regime de urgência, em turno único de votação.

Carro de Boi

O monumento dos Imigrantes ou Monumento Carro de Boi é considerado o Marco da Fundação da cidade, local aonde chegaram as primeiras famílias de migrantes em Campo Grande, que vieram de Minas Gerais desbravar a região. Idealizado pela artista plástica Neide Ono e construído em 1996, o monumento é representado por um carro de boi, meio de locomoção utilizado pelos colonizadores da cidade.

Outros projetos

Também em regime de urgência, foi aprovado projeto de lei que Enir Da Silva Bezerra o Memorial de Cultura Indígena, na aldeia urbana Marçal de Souza, localizada na Rua Terena, Bairro Tiradentes. Ela foi a primeira Cacique mulher de Campo Grande.

E a proposta que inclui no calendário oficial da Capital o mês de prevenção de acidentes no trabalho, denominado “Abril Verde”.

Retirado

Único projeto pautado para esta quinta, o projeto que prevê parcelamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) em até 12 vezes, em Campo Grande foi retirado antes da votação por um de seus autores, o vereador Otávio Trad (PTB).

Segundo o parlamentar, a proposta será discutida melhor com a Prefeitura para que seja estipulado o impacto financeiro que o parcelamento causará ao município e, se necessário, será ajustado para se adequar à realidade financeira da Capital, com possibilidade de redução no número de parcelas.

(Foto:Izaias Medeiros)

Jornal Midiamax