Política

Após prisão, MDB marca evento para reafirmar nome de Puccinelli ao governo

A executiva regional do MDB não pensa em substituir o ex-governador André Puccinelli, preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (20), como candidato do partido ao governo estadual, e promete se pronunciar sobre o assunto ainda hoje. Por meio de sua assessoria, o partido, presidido regionalmente justamente por Puccinelli, anunciou uma entrevista coletiva para […]

Ludyney Moura Publicado em 20/07/2018, às 13h11 - Atualizado às 18h56

Partido quer manter Puccinelli na cabeça de chapa (Foto: Henrique Kawaminami)
Partido quer manter Puccinelli na cabeça de chapa (Foto: Henrique Kawaminami) - Partido quer manter Puccinelli na cabeça de chapa (Foto: Henrique Kawaminami)
Após prisão, MDB marca evento para reafirmar nome de Puccinelli ao governo
Partido quer manter Puccinelli na cabeça de chapa (Foto: Henrique Kawaminami)

A executiva regional do MDB não pensa em substituir o ex-governador André Puccinelli, preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (20), como candidato do partido ao governo estadual, e promete se pronunciar sobre o assunto ainda hoje.

Por meio de sua assessoria, o partido, presidido regionalmente justamente por Puccinelli, anunciou uma entrevista coletiva para tarde desta sexta-feira, com presença de emedebistas e aliados, para anunciar que André será o candidato ao governo.

A entrevista está marcada para as 15h, na sede do diretório estadual, e terá presença de partidos aliados, o que vinha sendo mantido em sigilo pelo próprio André Puccinelli.

Prisão

Além do ex-governador, foram presos na manhã de hoje seu filho, André Puccinelli Junior, e o advogado João Paulo Calves, acusados pelo MPF (Ministério Público Federal), de lavagem de dinheiro e continuidade da prática de atos ílicitos, mesmo após a primeira prisão do trio, em novembro de 2017, na 5ª fase da Operação Lama Asfálitca, a Papiros de Lama.

Durante as investigações, agentes da PF, CGU (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal, teriam encontrados provas de que o Instituto Ícones do Direito, empresa de Calves, mas que seria de Puccinelli Júnior, teria recebido recursos de propinas pagas pela JBS ao ex-governador.

Além da delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que implicaram Puccinelli, Zeca do PT e Reinaldo Azambuja (PSDB) como supostos beneficiários de um esquema de propina, pessoas que seriam operadores do esquema junto ao governo de MS também fecharam acordos de delação premiada no âmbito da Lama Asfáltica.

Jornal Midiamax