Política

Apenas PDT, Rede e PT incluem proteção ao patrimônio histórico no plano de governo

Apenas três dos treze partidos na corrida presidencial no país, incluem em seus programas de governo medidas para proteção do patrimônio histórico e cultural arquivados em museus, bibliotecas e locais tombados. O tema foi abordado após a tragédia ocorrida no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no domingo (2). A mais […]

Egina Becker Publicado em 03/09/2018, às 15h38

Museu Nacional (Foto: UFRJ)
Museu Nacional (Foto: UFRJ) - Museu Nacional (Foto: UFRJ)
Apenas PDT, Rede e PT incluem proteção ao patrimônio histórico no plano de governo
Museu Nacional (Foto: UFRJ)

Apenas três dos treze partidos na corrida presidencial no país, incluem em seus programas de governo medidas para proteção do patrimônio histórico e cultural arquivados em museus, bibliotecas e locais tombados.

O tema foi abordado após a tragédia ocorrida no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no domingo (2). A mais antiga instituição científica brasileira, foi assolado por um incêndio de grandes proporções.

O Rede, representado pela Marina Silva, PDT, do Ciro Gomes e PT foram os únicos a registrarem metas de incentivos a museus e bibliotecas, bem como a democratização de acesso aos acervos históricos existentes nestes ambientes.

O plano de governo do Partido dos Trabalhadores, registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), apresenta formas de impulsionamento às atividades do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).

“Essas duas instituições dotadas das condições para que conduzam iniciativas amplas e diversificadas de proteção e promoção do patrimônio cultural e de fortalecimento da política nacional de museus”, apontou o texto.

Já o Rede, de Marina Silva, promete garantia à memória, costumes, histórias e tradições brasileiras. “Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, sonoros e visuais de tradições orais e da produção contemporânea; e realizar tombamentos, a preservação e revitalização ambiental”, diz o plano de governo.

O partido de Cirgo Gomes, PDT, prevê medidas de incentivo às políticas culturais, como a preservação e ampliação do patrimônio artístico-cultural brasileiro, sendo ele um dos pilares da possível gestão.

Os demais partidos à presidência não apontam especificamente medidas voltadas aos museus e acervos históricos e culturais do país, contudo, fazem uma abordagem genérica quanto às políticas de fomento à cultura.

O PSDB de Geraldo Alckmin, reconhece o valor cultural do país como parte da política de desenvolvimento. Já o PSOL, de Guilherme Boulos, pretende democratizar o acesso à cultura. O Podemos e o Novo, de Álvaro Dias e João Amoedo, querem instituir novas políticas de investimento e financiamento à cultura. José Eymael, do DC e João Goulart Filho do PPL preveem a promoção de parcerias a fim de incentivar a produção culturas e induzir o setor cultural como prioridade pública.

Não apresentaram propostas voltadas à cultura em seus planos de governo os candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Henrique Meirelles (MDB), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU).

Jornal Midiamax