Política

Vereador sugere ação civil para investigar reforma do banheiro do PGJ

‘É descabido’, comentou 

Evelin Cáceres Publicado em 02/03/2017, às 15h27

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‘É descabido’, comentou 

O vereador Vinícius Siqueira (DEM) propôs nesta quinta-feira (2) uma ação civil pública para investigar o uso de até R$ 66,8 mil para reforma do banheiro do Procurador-Geral de Justiça Paulo Cezar dos Passos e a ala dos procuradores no prédio do MPE-MS (Ministério Públcio Estadual de Mato Grosso do Sul).

 “Tem que investigar, abrir ação civil para ver se essa licitação está certa. É descabido. Acho que o Ministério não está entendendo a fase pela qual o Brasil está passando”, comentou.

Passos trocará as instalações por peças mais modernas e caras, projetadas sob medida em quartzo e em materiais descritos com riqueza de detalhes no projeto. O mínimo aceito na licitação do tipo concorrência é de 70% do valor orçado inicialmente, ou seja, um gasto certo de R$ 46,7 mil.

A decisão causou reação até no Ministério Público Estadual. Servidores entraram em contato com a reportagem indignados com o gasto. Segundo funcionários que têm acesso ao prédio do MPE, a área está visivelmente em bom estado de uso.

Fotos do próprio projeto no edital de licitação, deixam aparente que as instalações onde o chefe do MPE-MS faz suas necessidades reservadas (para não usar banheiro compartilhado com os demais servidores e membros) não tem problemas aparentes que justificariam os gastos, como vazamentos, entupimentos ou peças quebradas.

E Passos deixa claro que o dinheiro enterrado no banheiro dele não será usado para resolver um problema, mas sim para “melhorar as condições de conforto físico-psicológico do Procurador-Geral de Justiça, bem como dos usuários dos demais ambientes”, “visando maior funcionalidade e estética para o atendimento das necessidades pertinentes a esses ambientes”.

Jornal Midiamax