Política

Senado aprova regime de urgência para votar decisão que afastou Aécio

Votação deverá ocorrer na próxima terça-feira

Joaquim Padilha Publicado em 28/09/2017, às 15h04

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Votação deverá ocorrer na próxima terça-feira

O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (28), por 43 votos a favor, oito contra e uma abstenção, o requerimento dos líderes para votar sobre a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do mandato do senador Aécio Neves (PSDB) e seu recolhimento domiciliar.

Apesar de o requerimento dos líderes falar em urgência, a votação será só na semana que vem. “Independente do que aconteça com o requerimento dos líderes, a matéria não será votada hoje” disse o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB).

O líder do PSDB, senador Paulo Bauer, que comanda o requerimento dos líderes para realização da sessão extraordinária, pediu que a votação do mérito fosse deixada para a próxima terça-feira. O senador Renan Calheiros (PMDB) reagiu, mas o presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB), acatou o pedido.Senado aprova regime de urgência para votar decisão que afastou Aécio

“São horas e minutos importantes para defender a instituição e cuidar da liturgia com que outros não tiveram. Não podemos precipitar nada, temos que serenamente cada segundo acontecer, pegando pulso do quórum, pagando para ver cada segundo” reagiu Renan.

O senador Humberto Costa (PT) comunicou que a presidente do partido, Gleisi Hoffman (PT), vai apresentar representação por quebra de decoro parlamentar contra Aécio Neves.

Depois da péssima repercussão da nota da Executiva Nacional do PT divulgada ontem em apoio à anulação da decisão, se articula uma nova nota para anunciar voto do partido pela recuperação do mandato, mas também a entrada de nova representação no Conselho de Ética para cassá-lo.

Jornal Midiamax