Política

Secretário se reúne com ministro e MS recebe R$ 54 milhões para presídios

Rose diz que dinheiro prometido já está na conta

Celso Bejarano Publicado em 17/01/2017, às 13h06

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Rose diz que dinheiro prometido já está na conta

A governadora em exercício Rose Modesto, do PSDB, disse na manhã desta terça-feira (17), que o governo federal liberou R$ 54 milhões para a construção de três presídios em Mato Grosso do Sul. O assunto tem sido tratado ainda hoje, em Brasília, numa reunião promovida pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que convocou todos os secretários estaduais de segurança pública do país.

Na pauta, além do repasse dos recursos, o ministro pôs em discussão intenção emergencial do governo, a de que pretende criar 27 núcleos de inteligência policiais nas capitais do país, MS uma delas.

É desejo do governo em combater as ações das organizações dentro dos presídios, cujos embates, nos primeiros 15 dias deste ano, já provocou a morte de ao menos 130 encarcerados. Os motivos dos confrontos, para a polícia, tem a ver com o domínio do tráfico de drogas; já os presos indicam a superlotação nos presídios como a razão central.

Rose, que participa de um evento público, em Campo Grande, nesta manhã, não revelou o valor exato já liberado pelo governo federal, mas adiantou que um dos presídios a ser construído fica em Corumbá.

“O outro ainda estamos definindo, mas pode ser em Dourados. É plano do governo também em construir um presídio de regime semiaberto”, disse a vice-governadora, que não revelou onde deve ser erguido o terceiro presídio.

Rose Modesto disse que também viaja amanhã, quarta-feira, para Brasília, onde conversa com o presidente Michel Temer. Ela disse que vai pedir a presença da Força Nacional nas fronteiras (com o Paraguai e com a Bolívia), regiões tidas como corredores do tráfico de droga e passagem de armamentos.

A governadora comentou também a guerra deflagrada nos presídios envolvendo as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). “Antes desta situação de crise, já estávamos preparados”, disse ela, referindo-se ao serviço de inteligência que atua no serviço penitenciário.

Jornal Midiamax