Política

Presidente da CPI da Propina, Corrêa garante que analisa acordos em 30 dias

Siufi também se candidatou 

Evelin Cáceres Publicado em 20/06/2017, às 15h59

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Siufi também se candidatou 

O deputado estadual Paulo Correa (PR) foi escolhido como presidente da CPI da Propina nesta terça-feira (20) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul mesmo após o deputado Paulo Siufi (PMDB) também se candidatar e perder. Correa prometeu que os termos de acordo de regime especial de incentivos fiscais serão analisados em até 30 dias.Presidente da CPI da Propina, Corrêa garante que analisa acordos em 30 dias

Flávio Kayatt (PSDB) é o relator e Eduardo Rocha (PMDB) o vice-presidente. Rocha pontuou que votou em Correa por ser um acordo de liderança do bloco não indicar nem presidente e nem relator. Siufi admitiu que se candidatou por decisão pessoal, além de usar a prerrogativa de parlamentar como justificativa.

Pedro Kemp (PT) disse ter votado em Correa e pediu, assim como Siufi, celeridade aos trabalhos. A CPI, que tem previsão de duração de 120 dias, prorrogáveis por mais 60, se originou de quatro pedidos de impeachment contra o governador Reinaldo Azambuja após a quebra de sigilo sobre a delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos da JBS.

“Não vamos tratar somente de incentivos dados à JBS, mas de incentivos de Mato Grosso do Sul”, disse Rocha, destacando que Mato Grosso do Sul tem, segundo o parlamentar, “a melhor lei de incentivos fiscais do Brasil”. “Se não fossem os incentivos, não haveria geração de empregos”, defendeu o deputado membro da Comissão.

O período de investigação será desde Zeca do PT, passando por André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB), já que os cinco termos de acordo a serem analisados são dos últimos três governadores, além de notas apontadas como frias emitidas por empresários do Estado.

As reuniões da CPI acontecem às quartas-feiras, 15h30 e terá auxílio de um auditor do Tribunal de Contas Estadual, além de técnicos da Sefaz-MS (Secretaria Estadual de Fazenda de Mato Grosso do Sul), diretoria financeira da Assembleia, do ex-deputado estadual e auditor da Receita Paulo Duarte, que é comissionado na Casa e de um advogado processualista a ser contratado. 

Jornal Midiamax