Política

Presidente da Assembleia, Mochi diz que perda de Pedrossian é imensurável

‘Por onde olhamos vemos sua marca’

Evelin Cáceres Publicado em 22/08/2017, às 13h23

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‘Por onde olhamos vemos sua marca’

Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Junior Mochi (PMDB) afirmou que a morte do ex-governador Pedro Pedrossian é uma perda imensurável para o Estado. Ele faleceu na madrugada desta terça-feira (22) aos 89 anos.

“É uma perda imensurável. Ele deixa um legado para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul extremamente importante. Se olharmos para Campo Grande observamos as obras pensadas e executadas por Pedro Pedrossian. Foi o governador das universidades, contribuindo de forma significativa para a construção do Estado que temos hoje. A tristeza pela sua morte também nos faz refletir sobre a contribuição deste homem público para a nossa história”, destacou.

A Assembleia decretou luto oficial de três dias com a morte do ex-governador.

Pedro Pedrossian

Por duas vezes, Pedrossian foi governador de Mato Grosso do Sul, deixando um legado de grandes obras para o Estado.

Pedro Pedrossian nasceu em Miranda, no então Estado de Mato Grosso, no dia 13 de agosto de 1928, filho de João Pedro Pedrossian e Rosa Mardini Pedrossian, ambos de origem armênia.

Após concluir os estudos secundários no Mato Grosso, o ex-governador decidiu se graduar em engenharia civil pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Concluídos os estudos, ele voltou para o Mato Grosso, como engenheiro residente da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em Três Lagoas.

Após seguir carreira nas ferrovias de Campo Grande e de Bauru, foi eleito governador pelo então PSD, em 1965, para o Estado de Mato Grosso. Foi o candidato a governador mais votado em toda a história de Mato Grosso, com 109.905 votos.

Em 1971, perdeu o governo do Mato Grosso após a eleição de José Fragelli pela Assembleia Legislativa do Estado. Em 1978, foi eleito como senador, filiando-se em 1979 ao PSD.

Em 1980, após a deposição de Marcelo Miranda e Harry Amorim no governo de Mato Grosso do Sul, Pedrossian foi nomeado como governador do Estado pelo então presidente João Figueiredo, renunciando ao posto de senador até 1982.

Em 1991, foi reeleito para o posto de governador. Em 1998, Pedrossian tentou se reeleger para o governo. Seu nome não foi para segundo turno, e o ex-governador decidiu apoiar Zeca do PT, que se elegeu na época. 

Jornal Midiamax