Política

Prefeito explica cortes a servidores e relata discrepâncias salariais

Marquinhos falou a servidores da saúde

Evelin Cáceres Publicado em 08/06/2017, às 13h58

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Marquinhos falou a servidores da saúde

Marquinhos Trad (PSD), que esteve nesta quinta-feira (08) na Primeira Conferência Municipal de Vigilância em Saúde de Campo Grande, tentou explicar aos servidores presentes os cortes de benefícios e reajustes nas contas da Prefeitura.Prefeito explica cortes a servidores e relata discrepâncias salariais

Auditorias nas folhas de pagamento teriam mostrado que muitos servidores que recebem entre R$ 8 mil e 14 mil estariam recebendo o benefício. “Os cortes foram apenas para os servidores com mais de 2,5 salários e 80% dos servidores recebem menos que isso. A gente equilibrou. Recebemos muitas mensagens de WhatsApp reclamando, mas o decreto não é para sempre. Assim que as contas da Prefeitura melhorarem, o benefício volta. Tudo dentro de critérios justos”.

Sob olhar atento dos servidores e alguns burburinhos nas frases mais polêmicas, Marquinhos disse que os servidores poderiam ter os salários atrasados se as medidas não fossem tomadas. “Cortamos 30% dos comissionados s gratificação de secretários. Na gestão passada, eles poderiam ganhar até R$ 11 mil a mais”.

O adicional por trabalhar em local de difícil acesso, que poderia chegar a até R$ 5 mil, também foi cortado porque, segundo Marquinhos, a realidade da cidade hoje é outra. “O decreto é de 20 anos atrás. Antes, não era a mesma coisa sair do Centro e chegar às Moreninhas. Hoje chega-se muito mais facilmente para lá. Descobrimos também que servidores que moravam a poucas quadras do trabalho recebiam o adicional”, explicou.

Crise nacional

O prefeito lembrou a dificuldade enfrentada pelo país com a instabilidade econômica, afirmando que o PIB (Produto Interno Bruto) começou a crescer, mas foi zerado por um ‘tsunami econômico, político e administrativo”. “Tentei marcar uma reunião no Ministério da Saúde, mas enquanto há o julgamento do presidente Michel Temer, o país está parado. Eles não estão marcando nada em Brasília antes disso”.

Marquinhos também criticou algumas categorias que ‘só pensam no próprio umbigo”. “Era assim também enquanto eu era deputado. Iam na Assembleia umas 70 pessoas protestar pelo reajuste deles. Depois, mesmo que a gente votasse algo em prol da categoria, já não tinha mais ninguém. Iam embora”, finalizou. 

Jornal Midiamax