Política

Monteiro diz que tem ‘confiança plena’ no auditor citado em denúncia

Servidor é citado em conversa gravada

Aliny Mary Dias Publicado em 01/06/2017, às 21h06

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Servidor é citado em conversa gravada

O secretário de Fazenda do Estado e deputado federal licenciado, Marcio Monteiro, disse nesta quinta-feira (1º) ter “plena confiança” em servidor que teria recebido R$ 100 mil em propina. Lauri Luiz Kener, auditor-fiscal e superintendente de administração tributária, foi citado por José Ricardo Guimaro, o “Polaco” em conversa gravada pelo empresário José Berger, que denunciou cobrança de propina por parte do Governo para concessão de benefícios fiscais.

Em nota encaminhada na tarde de hoje pela assessoria de Monteiro, o secretário afirma que o servidor de carreira citado na denúncia por receber R$ 100 mil “limpinho, em dinheiro” é honesto, dedicado e responsável.

“Os atos praticados, no âmbito da Superintendência de Administração Tributária e de toda a Secretaria de Estado de Fazenda, envolvendo a empresa do senhor José Alberto Berger, observaram a estrita legalidade e será demonstrada perante os órgãos de controle competentes”, diz a nota. O secretário afirma, ainda, que Lauri comprovará a “lisura dos seus atos” na Justiça.

O superintendente

Além de atuar na Sefaz como servidor de carreira, Lauri Kener atua na superintendência de administração tributária desde de dezembro de 2015, quando foi nomeado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

De acordo com o Portal da Transparência do Governo do Estado, no mês de abril Luiz teve vencimentos que ultrapassaram R$ 55,4 mil. Após os descontos, o servidor recebeu salário de mais de R$ 25 mil.

Apesar dos trabalhos no serviço público, o auditor é sócio de duas empresas, uma localizada em Campo Grande, no setor de agronegócio, e outra em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Na Capital, o servidor atua como pecuarista e recentemente chegou a ser premiado em seminário de Novilho Precoce.

O auditor-fiscal e pecuarista também aparece nos registros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como doador de campanha. Em 2012, na campanha de Paulo Duarte (PT) à prefeitura de Corumbá, Lauri doou R$ 3 mil ao político, que também é servidor de carreira da Sefaz.

A reportagem tentou contato com Lauri, mas não teve sucesso porque a informação na Sefaz é que apenas a assessoria de imprensa se pronunciaria sobre o caso.

A denúncia

‘Polaco’ foi gravado por José Alberto Berger, do curtume Braz Peli, quando, segundo o empresário, estaria intermediando a negociata após ser indicado pelo então chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula (PSDB). Além de Lauri, aparece no áudio um ‘Elias’, qua também seria auditor-fiscal na Secretaria de Fazenda.

Indignado com a cobrança de uma mensalidade de R$ 150 mil, que teriam como destinatário integrantes do primeiro escalão do governo tucano em Mato Grosso do Sul, o empresário questiona o pagamento a fiscais da Sefaz.

“Quem é o Elias na ordem do dia? E o Lauri não recebeu R$ 100 mil?”, questiona Berger no áudio. “Recebeu R$ 100 mil. Limpinho, em dinheiro”, responde Polaco, sobre Lauri. Na conversa não há mais detalhes sobre ‘Elias’, já que existe mais de um servidor na pasta com este nome.

Jornal Midiamax