Política

Metade investigados no STF, senadores querem barrar afastamento de Aécio

Senadores precisa de apoio de 41 senadores; 44 são investigados

Joaquim Padilha Publicado em 28/09/2017, às 11h43

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Senadores precisa de apoio de 41 senadores; 44 são investigados

A batalha iniciada nesta terça-feira (26) entre Legislativo e Judiciário, com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB) do cargo no Senado, deve terminar com os parlamentares do lado do tucano.

Preocupados que a decisão dos ministros do Supremo seja aplicada também a eles – pelo menos 44 dos 81 senadores são alvo de alguma investigação no STF, mais da metade das cadeiras da Casa -, os parlamentares têm pedido que o presidente do Senado, Edison Lobão (PMDB), leve o caso de Aécio para votação no plenário.

Pedidos também partiram de partidos da oposição, como PT e PCdoB. Os senadores afirmam que o afastamento fere a Constituição, que prevê a retirada dos parlamentares do cargo apenas em casos de “flagrante delito de crime inafiançável”.

“O Supremo extrapolou a interpretação da Constituição. É uma teratologia patente o que se fez ontem [terça]. Aplicou-se sanções que não estão previstas”, disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), vice-presidente do Senado, nesta quarta-feira (27).Metade investigados no STF, senadores querem barrar afastamento de Aécio

A equipe do presidente Michel Temer (PSDB) também acompanha a decisão do STF de perto. Aliado importante dentro do PSDB, Aécio é considerado peça chave para manter o apoio dos tucanos ao governo.

Analistas preveem que a votação a respeito do afastamento de Aécio ocorra ainda nesta quinta-feira (28) no Senado, após decisão do presidente Eunício Oliveira. O tucano precisa de apoio de 41 votos para manter-se no cargo. Senadores acreditam que o número será facilmente alcançado.

Jornal Midiamax