Política

Lista da JBS dos R$ 30 milhões para eleger Cunha em 2015 tem político de MS

Geraldo Resende diz que 'recebeu tudo na legalidade'

Midiamax Publicado em 03/08/2017, às 13h56

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Geraldo Resende diz que ‘recebeu tudo na legalidade’

A Revista Época publicou ontem uma reportagem onde mostra que uma nova leva de documentos da JBS entregues a Justiça indica o deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) faz parte da cota de contemplados com os R$ 30 milhões “doados” pela empresa para os políticos.

Este dinheiro, segundo a Época, foi utilizado na compra indiscriminada de deputados, principalmente aqueles que fazem parte do chamado “centrão”, para garantir a vitória de Eduardo Cunha (PMDB) na eleição para a presidência da Câmara em 2015.

Cunha, conforme já revelou reportagem anterior da revista, atuou como tesoureiro informal do PMDB em 2014. Cobrava de empresas – como a JBS – e se certificava de que os deputados fiéis fossem devidamente contemplados. Batia contas com o então vice-presidente, Michel Temer, segundo já admitiu seguidas vezes a interlocutores, todas as semanas.

 Conforme a Revista, “aquele período eleitoral, entretanto, era duplo para Cunha que tentava se reeleger deputado e, ao mesmo tempo, presidente da Câmara. Precisava abastecer a campanha de seus aliados – e, se necessário, sabotar a campanha daqueles que não se vergavam a ele, financiando os adversários de seus adversários”.

Como se descobriu na delação da JBS, Joesley embarcou no projeto de poder de Cunha. Topou repassar R$ 30 milhões ao deputado.

De acordo com planilhas e relatos obtidos por Época, Cunha centralizou o reparte do dinheiro – e só ele, portanto, poderá revelar a quem entregou os recursos, boa parte em dinheiro vivo. Além de R$ 4 milhões à bancada mineira do PMDB, Cunha determinou o pagamento de R$ 1 milhão, em cash, ao deputado e ex-ministro Marcelo Castro. Gastou outros R$ 10,9 milhões direcionando a verba da JBS para empresas que lavavam seu dinheiro e de seus aliados. Desse total, R$ 7,8 milhões foram depositados em escritórios de advocacia. Outros R$ 11,9 milhões foram recolhidos por Cunha, em dinheiro, por meio do assessor em quem mais confia, Altair Alves Pinto. Sempre no Rio de Janeiro. Houve também doações oficiais ao PMDB.

TRANQUILO

O deputado federal Geraldo Resende disse ao Midiamax que está tranquilo com relação a esta reportagem pois todo o dinheiro que recebeu está dentro da legalidade. “Tudo o que recebi para campanha esta declarado na Justiça Eleitoral”, disse o parlamentar que na época pertencia ao PMDB e o dinheiro, segundo ele, foi repassado pelo partido.

Jornal Midiamax