Política

Kemp critica Caravana e diz que programa não resolveu situação de hospitais

Base alegou que problemas são aceitáveis 

Ludyney Moura Publicado em 06/04/2017, às 14h43

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Foto: Divulgação/Victor Chileno e Roberto Higa/ALMS

Base alegou que problemas são aceitáveis 

O clima entre oposição e a base aliada do governo Reinaldo Azambuja (PSDB) na Assembleia Legislativa esquentou durante a sessão desta quinta-feira (6), depois que o deputado Pedro Kemp (PT) criticou os gastos com o programa Caravana da Saúde.

Kemp criticava a situação do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul) quando afirmou que os milhões gastos com a Caravana da Saúde poderiam ter sido investidos na estruturação dos hospitais do Estado, que sofrem, por exemplo, com falta de medicamentos e de materiais básicos, como cadeiras de rodas.

“Eu recebi denúncia de gente que perdeu a visão, de gente que teve infecção, porque as cirurgias foram feitos no meio da rua dentro de uma carreta”, disparou o petista.

Durante a etapa da Capital do programa, em maio do ano passado, Reinaldo revelou que as 11 paradas da Caravana custariam cerca de R$ 75 milhões. Só em Campo Grande foram gastos perto de R$ 19 milhões. “Gastou e não resolveu problema da saúde”, frisou Kemp.

Em defesa do governo, o deputado Paulo Siufi (PMDB), afirmou que a Caravana foi um programa importante ‘para muita gente’. “Eu sou médico e entendo”, justificou o peemedebista.

Já o líder do governo na Casa, Rinaldo Modesto (PSDB), que não teve oportunidade de apartear Kemp durante sua fala, alegou que problemas são normais diante do grande número de intervenções cirúrgicas registradas na Caravana.

“Até no (Hospital) Albert Einstein acontecem problemas como esses, pontuais, mas não frequentes. Não são suficientes para dizer que a Caravana não é um bom projeto”, defendeu Rinaldo. 

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