Política

Justiça proíbe acampamentos em Curitiba durante depoimento de Lula

Proibição as 23 horas desta segunda-feira e vai até as 23 horas de quarta-feira.

Clayton Neves Publicado em 08/05/2017, às 17h56

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Proibição as 23 horas desta segunda-feira e vai até as 23 horas de quarta-feira.

Liminar concedida pela juíza Diele Denardin Zydek, da 5ª Vara da Fazenda Pública, à Prefeitura de Curitiba, proíbe acampamentos em ruas e praças da cidade na semana em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será interrogado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância.

O depoimento de Lula está marcado para Às 14 horas desta quarta-feira (10), no prédio da Justiça Federal, em Curitiba. De acordo com a decisão, a proibição começa a valer as 23 horas desta segunda-feira (8) e se estende até as 23 horas de quarta-feira. Em caso de desobediência será aplicada multa diária de R$ 50 mil.

A passagem de pedestres e de veículos também foi delimitada na região da Justiça Federal, sob pena de multa diária de R$ 100 mil ou de R$ 50 mil, com exceção de quem estiver cadastrado.

A Sesp (Secretaria de Segurança Pública) do Paraná já havia determinado bloqueio em um raio de 150 metros do local onde Lula prestará depoimento. A mesma distância é a que foi mantida na decisão da Justiça. Segundo a Prefeitura, a medida visa garantir a segurança da população.

Das 9h às 18h desta segunda-feira, a Polícia Militar (PM) vai cadastrar as pessoas que moram e trabalham em ruas em um raio de 150 metros do prédio da Justiça Federal. O cadastro é necessário para que se possa circular na região.

Após movimentação nas redes sociais de grupos que pretendem ir até Curitiba na quarta-feira, em vídeo divulgado no sábado (6), Sérgio Moro pediu para as pessoas que apoiam a Operação Lava Jato não irem a Curitiba no dia do interrogatório de Lula.

“Eu tenho ouvido que muita gente que apoia a Operação Lava Jato pretende vir a Curitiba manifestar esse apoio, ou pessoas mesmo de Curitiba pretendem vir aqui manifestar esse apoio. Eu diria o seguinte: esse apoio sempre foi importante, mas nessa data ele não é necessário. Tudo que se quer evitar nessa data é alguma espécie de confusão e conflito e, acima de tudo, não quero que ninguém se machuque”, afirmou o juiz federal.

*Com informações do G1

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