Política

Joaquim Barbosa admite possibilidade de se candidatar a Presidência

Ministro assumiu conversa com Rede e PSB

Joaquim Padilha Publicado em 08/06/2017, às 11h23

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Ministro assumiu conversa com Rede e PSB

O ex-presidente e ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, admitiu nesta quarta-feira (7) a possibilidade de se candidatar à presidência da República. A afirmação foi feita em uma cerimônia de descortinamento de um retrato dele como ex-presidente da Corte.

“Eu sou um cidadão brasileiro, um cidadão pleno, há três anos livres das amarras de cargos públicos, mas sou um observador atento da vida brasileira. Portanto, a decisão de me candidatar ou não está na minha esfera de deliberação”, afirmou o ex-ministro.

Ele afirmou entretanto que “ainda hesita” em tomar o passo de se candidatar, embora tenha assumido já ter conversado com a ex-senadora Marina Silva (Rede) e também com o PSB.

“Só que eu sou muito hesitante em relação a isso. Não sei se decidirei positivamente neste sentido”, afirmou o ex-ministro. Barbosa negou ter assumido compromisso com algum partido, mas adimitiu conversas sobre uma possível candidatura.

“Já conversei com líderes de partidos políticos, doi ou três”, disse. “Mas nada de concreto em termos de oferta de legenda para candidatura, mesmo porque eu não sei se eu decidiria dar este passo. Eu hesito”, disse o ex-ministro.

O ex-presidente do STF ainda teceu duras críticas ao ambiente político brasileiro, com foco no Executivo e Legislativo. 

“Passamos por um momento tempestuoso da vida política nacional, em que visivelmente os dois Poderes que representam a soberania popular, nossos representantes eleitos, não cumprem bem a sua missão constitucional”, afirmou Barbosa.

O ex-ministro cobrou do STF uma “vigilância redobrada” do que se passa no páis. Ele defendeu a eleição direta em seu discurso, em caso de vacância da Presidência da República.

“Eu acho que o momento é muito grave. Caso ocorra a vacância da Presidência da República, a decisão correta é essa: convocar o povo”, disse o ex-ministro do Supremo.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

Jornal Midiamax