Política

Governo vai demitir e cortar contratos para zerar déficit, revela secretário

Previsão é que chegue na Assembleia até março

Midiamax Publicado em 17/01/2017, às 13h46

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Previsão é que chegue na Assembleia até março

O governo estadual promete um enxugamento nas contas para equilibrar as finanças, é o que revelou o secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula (PSDB), que ressaltou que a medida não integra a reforma administrativa anunciada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 

“Continuamos em busca do equilíbrio das finanças com ajuste. Vai ter corte de contrato, vai ter demissão, não tem jeito. Temos que zerar esse déficit para poder tocar o Estado, senão não temos condições de tocar”.

O secretário pontuou, em entrevista ao Jornal Midiamax, que todo o primeiro escalão da gestão tucana está 'ciente' da necessidade de cortes, para 'diminuir o tamanho do Estado'.

“Acho que até março nós temos que tomar as providências e já encaminharemos à Assembleia. Eu falo ajuste e não reforma. O governador volta dia 1º de fevereiro e vamos entrar nessa discussão. Temos que dar tranquilidade para secretário Márcio Monteiro [secretário de Estado de Fazenda] que está dizendo isso faz seis meses, então devemos fazer isso entre fevereiro e março”

Nesta manhã de terça-feira (17), a governadora em exercício Rose Modesto (PSDB) disse que o assunto está parado neste período de férias do governador. 

“Ficou já pactuado para o retorno do governador. O Riedel [Secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica – Eduardo Riedel] também, que está à frente dessa questão, retornando ai apresentar um projeto nessa área para toda nossa equipe e depois vai encaminhar um projeto para a Assembleia [ALMS – Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul], mas nós paramos com essa pauta nesse período”, disse Rose.

Em dezembro, Azambuja tinha voltado a comentar sobre esse assunto e enfatizou a necessidade da reforma, mas que ainda estava sendo estudado. Ele, na ocasião, reafirmou que vai ser feito um enxugamento das estruturas de cargos em comissão e de secretarias, mas sem dizer a quantia.

“Nós não definimos ainda qual vai ser o enxugamento de estruturas administrativas. Isso é um estudo e ele tem que ser feito com muito cuidado, muito criterioso e vem sendo elaborado por uma equipe. Com certeza teremos mais uma diminuição das estruturas de cargos em comissão, de algumas administrativas, secretarias, tudo pra que a gente possa fazer o equilíbrio necessário. Queremos manter a estabilidade mesmo na crise”, disse o governador no mês passado.

Foto: Cleber Gellio / Midiamax

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