Política

Geraldo diz que divulgação de lista é positiva para acabar com especulações

Ele acredita que citados de MS e de seu partido serão inocentados

Midiamax Publicado em 12/04/2017, às 12h10

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Ele acredita que citados de MS e de seu partido serão inocentados

O deputado federal por Mato Grosso do Sul Geraldo Resende (PSDB), comentou sobre a lista divulgada nesta terça-feira (11), pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Na relação consta dois nomes do Estado, parlamentares Zeca do PT e Vander Loubet e vários do PSDB, como o presidente nacional da sigla, Aécio Neves.

De acordo com Geraldo, todos partidos serão prejudicados sem dúvida com esta divulgação, mas é melhor do que ficar sem saber de fato quem são os citados.

“Agora com essa divulgação, acaba toda a especulação para saber quem está ou não na lista. Sobre prejudicar o nosso partido, vejo que sim, mas acredito que nossos correligionários, assim como nossos colegas sul-mato-grossenses, irão prestar os esclarecimentos e sairão imunes dessa história”, ressaltou.

Segundo o parlamentar, no momento em que ocorre a divulgação da lista, o clima no Congresso foi de total curiosidade de todos querendo saber quais eram os nomes.

“Todos tem o direito de defesa e com certeza isso irá ocorrer. Quem fato for culpado, tem que pagar por seus erros, independente do partido”, concluiu Geraldo.

Lista

No PT, serão investigados, os ex-presidentes da Casa, Marco Maia (RS) e Arlindo Chinaglia (SP), além de Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA), Maria do Rosário (RS), Vicentinho (SP), Vander Loubet (MS), Zeca Dirceu (PR), Zeca do PT (MS), Vicente Cândido (SP) Décio Lima (SC).

Além do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), no DEM serão investigados os deputados José Carlos Aleluia (BA), Felipe Maia (RN), Rodrigo Garcia (SP), e o ex-relator do projeto de iniciativa popular das Dez Medidas Contra Corrupção Onyx Lorenzoni (RS).

No PP foram autorizadas abertura de investigação contra os deputados Mario Negromonte Junior Jr (BA), Paulo Henrique Lustosa (CE), Cacá Leão (BA), Júlio Lopes (RJ) e Dimas Fabiano Toledo (MG).

No PMDB serão investigados os deputados Lúcio Vieira Lima (BA), irmão do ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República Geddel Vieira Lima, Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Paulo (RJ) e Daniel Vilela (GO).

Já no PSDB, são alvo das investigações o deputado Jutahy Junior (BA), Yeda Crusius (RS), João Paulo Papa (SP) e Betinho Gomes (PE).

No PR, além do ex-presidente da legenda, Alfredo Nascimento (AM), são alvo de investigação João Carlos Bacelar (BA) e Milton Monti (SP). No PSD serão investigados Fábio Faria (RN) e Antonio Brito (BA).

Já no PSB, serão investigados José Reinaldo (MA) e Heráclito Fortes (PI). No PRB, Celso Russomano e Beto Mansur, ambos de São Paulo.

Também serão investigados os deputados Paulo Pereira da Silva (SD), Daniel Almeida (PCdoB-B), Paes Landin (PTB-PI) e Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o processo "vai comprovar que são falsas as citações dos delatores". "Os inquéritos serão arquivados. Eu confio na Justiça e vou continuar confiando sempre. O Ministério Público e a Justiça vão fazer o seu trabalho de forma competente, cabe ao Congresso cumprir seu papel institucional de legislar. Há separação dos Poderes", disse Maia.

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