Política

Ex-ministro de Temer foi roubado após receber R$ 200 mil de propina, diz PF

Assessor de ex-ministro recebeu dinheiro e foi assaltado um dia depois

Joaquim Padilha Publicado em 26/09/2017, às 10h30

None

Assessor de ex-ministro recebeu dinheiro e foi assaltado um dia depois

Cerca de R$ 100 mil em propina pagos pelo empresário Lúcio Funaro ao ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), teriam sido roubados durante um assalto em 2013, segundo um relatório da Polícia Federal.

O roubo teria acontecido um dia após Funaro entregar R$ 200 mil de propina a um ex-funcionário do ex-ministro. Henrique Alves encontra-se preso desde junho deste ano, depois de ter sido envolvido na Operação Manus.

Segundo a defesa de Henrique Alves, o dinheiro, entregue a Wellington Ferreira da Costa, seu então funcionário, seria fruto de um empréstimo contraído pelo ex-ministro junto ao Banco do Brasil. O funcionário teria sido assaltado um dia após receber o dinheiro.

A Polícia Federal sustenta que Funaro tenha pago o dinheiro como propina destinada a políticos e operadores do PMDB, com base em uma planilha entregue pelo delator e em seus depoimentos. A PF acredita que o dinheiro tenha sido entregue em junho de 2013, em São Paulo.Ex-ministro de Temer foi roubado após receber R$ 200 mil de propina, diz PF

No dia seguinte ao roubo, em 13 de junho, o assessor de Alves, Wellington, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Brasília dizendo ter sido vítima de um assalto no qual homens armados teriam levado R$ 100 mil guardados em uma maleta.

Um inquérito chegou a ser instaurado no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar a origem dos R$ 100 mil roubados. A investigação acabou arquivada, em agosto de 2015, pelo ministro Teori Zavascki, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Lúcio Funaro disse à Polícia Federal, em seu acordo de delação premiada, que o ex-ministro Henrique Alves teria recebido R$ 6,3 milhões entre 2012 e 2014 em propinas. O ex-ministro é um dos acusados de participar do “quadrilhão do PMDB”, alvo da segunda denúncia de Rodrigo Janot.

Jornal Midiamax