Política

Deputados estaduais reclamam de atraso em liberação de emendas de 2016

Líder do governo negou que haja perseguição da gestão tucana

Ludyney Moura Publicado em 12/05/2017, às 14h10

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Líder do governo negou que haja perseguição da gestão tucana

Em junho de 2016 o governo estadual realizou um evento para autorizar a liberação de emendas parlamentares nas áreas de educação, saúde e assistência social. Praticamente todas as prefeituras sul-mato-grossenses e cerca de 600 entidades seriam beneficiadas, mas algumas ainda não viram o dinheiro, que deveria ter sido entregue até dezembro do ano passado.

“Dos R$ 1,5 milhão que cada deputado tem direito, apenas R$ 720 mil meus foram liberados. Compromisso assumido deve ser cumprido, senão nem promete. Destinei, por exemplo, aparelhos de ar-condicionado e câmeras de segurança para escolas, isso faz uma diferença enorme para eles. De R$ 320 mil para Educação, somente R$ 60 mil foram liberados. Destinei R$ 97 mil para a Maternidade Cândido do Mariano que também não foram pagos”, disparou o deputado Cabo Almi (PT), durante a sessão de ontem, quinta-feira (11).Deputados estaduais reclamam de atraso em liberação de emendas de 2016

A deputada Grazielle Machado (PR) revelou que menos da metade dos R$ 1,5 milhão de emendas liberadas por ela, R$ 578 mil, foram entregues. Para a republicana, o atraso do governo afeta a credibilidade política do parlamentar.

“Estamos em uma angústia na espera da liberação das emendas. O Governo precisa ter a sensibilidade para com as entidades beneficiadas que prestam serviços”, disse Grazielle, que recebeu apoio do colega João Grandão (PT).

Almi chegou a questionar o líder do governo na Casa, deputado Rinaldo Modesto (PSDB), se o atraso poderia ser ‘retaliação’ à oposição. O tucano pediu compreensão dos colegas, e disse que a gestão Reinaldo Azambuja (PSDB) trabalha para colocar em dias as emendas de 2016.

“É verdade que muitas não foram liberadas ainda e não é perseguição, pois o atraso atinge todos os deputados, mas isso é natural visto que o país está quebrado”, explicou Rinaldo. 

Jornal Midiamax