Política

Deputado católico cobra evangélico por atraso no projeto da padroeira de MS

Relator abriu mão de analisar pauta na CCJ  

Ludyney Moura Publicado em 12/12/2017, às 14h13

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Relator abriu mão de analisar pauta na CCJ

Apresentado em meados do último mês de setembro, o projeto de lei que institui Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira de Mato Grosso do Sul ainda não foi analisado pela CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia, gerando questionamentos entre os deputados.

Na reunião da comissão desta terça-feira (12), o deputado estadual Lídio Lopes (PEN), membro de uma igreja evangélica Assembleia de Deus, negou que o atraso na análise do projeto, de autoria de Paulo Siufi (PMDB), tenha cunho religioso, apesar de afirmar que 40% da população sul-mato-grossense é evangélica, como ele.

Segundo Lídio, a demora aconteceu porque eleitores católicos, devotos de outros santos, o teriam questionado sobre a escolha de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ele chegou a sugerir que a Casa fizesse uma pesquisa para escolha do padroeiro, ou padroeira.

“Devotos de outros santos gostariam que seus santos se tornassem padroeiro”, frisou.

Diante do impasse, o presidente da CCJ, deputado Beto Pereira (PSDB) pediu ao colega que declinasse da relatoria da matéria, e foi atendido por Lídio.

O tucano se comprometeu a se reunir com o presidente da Casa, deputado Júnior Mochi (PMDB), para garantir celeridade à tramitação da matéria.

O projeto de Siufi também inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado o dia 27 de junho como a data de comemoração à padroeira. 

Jornal Midiamax