Política

Defesa diz que ex-assessor de Temer sofre ‘tortura psicológica’ na prisão

Sem livros, banheiro, sol, sem poder fazer a barba e cortar unhas

Joaquim Padilha Publicado em 24/06/2017, às 13h02

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Sem livros, banheiro, sol, sem poder fazer a barba e cortar unhas

A defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), preso após ter sido flagrado recebendo R$ 500 mil em uma mala de um operador da JBS, pede que o ‘Homem da Mala’ seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal, onde o ex-parlamentar é mantido em cárcere, para a prisão domiciliar ou para o Complexo Penitenciário da Papuda.

A própria Polícia Federal informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a Superintendência não teria condições de abrigar Loures por tanto tempo, visto que o ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB) está no local desde o dia 13 de junho. A PF afirma que a Superitendência possui “tão somente celas de passagem”.

“Entende-se por cela de passagem local adequado apenas para o aguardo de autorizações judiciais para transferências a estabelecimentos prisionais apropriados”, explicou o delegado Cairo Costa Duarte, da Polícia Federal do DF.

O ministro do STF Edson Fachin, relator da ação cautelar imputada contra Rocha Loures, recebeu as manifestações da defesa de Loures além das da PF. Os advogados do ex-parlamentar alegam que ele vem sofrendo “tortura psicológica”.

A defesa explica que o ex-deputado federal encontra-se “há nove dias uma solitária, sem vaso sanitário, sem banheiro, sem janelas, sem tomar sol por todos esses dias, sem poder receber visitas aos finais de semana, nem mesmo dos seus advogados”.Defesa diz que ex-assessor de Temer sofre 'tortura psicológica' na prisão

“Além disso, no final de semana passado, numa atitude torturante, a polícia retirou seus livros e somente os devolveu após o pedido da defesa, ficando sem os mesmos por mais de 48 horas”, afirmam os advogados.

“Em outros termos, o requerente está sofrendo tratamento desumano e cruel e degradante, descumprindo o texto constitucional”, alegam. A defesa do ex-deputado complementa que Loures tem recebido visitas “em condições deprimentes, pois o impediram de fazer a barba, cortas as unhas, como mais uma forma de atingi-lo e torturá-lo psicologicamente”. 

Jornal Midiamax