Política

Declaração de Puccinelli sobre incompetência é piada, diz governador

Semana passada, André falou sobre Aquário do Pantanal

Aliny Mary Dias Publicado em 09/05/2017, às 19h11

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Semana passada, André falou sobre Aquário do Pantanal

Quase uma semana depois do ex-governador André Puccinelli (PMDB) classificar a gestão Reinaldo Azambuja (PSDB) incompetente em relação a obra do Aquário do Pantanal, o atual governador respondeu o antecessor nesta terça-feira (9), classificando a declaração com “piada”.

Em agenda pública na Assembleia Legislativa, o governador rebateu Puccinelli, transferindo a falta de competência para o mandato do peemedebista. “Acho uma piada e não dá nem para discutir uma coisa dessa. Faltou competência para uma pessoa que contratou uma obra por R$ 88 milhões, gastou R$ 230 milhões e não terminou. De quem faltou a competência?”, questionou Azambuja.

O governador seguiu nas críticas ao antecessor, afirmando que a falta de recursos para concluir a obra é um exemplo “que não é bom ser seguido por ninguém. Foi o que afundou nosso Brasil”.

RECURSOS

Nesta manhã, o secretário de Obras do Estado, Marcelo Miglioli, voltou a afirmar que não havia dinheiro em caixa para concluir a obra emblemática de Puccinelli, que segue sem data de conclusão.

Segundo ele, dos R$ 34 milhões oriundos do Fundo de Compensação Ambiental deixados por André no final de seu governo, em dezembro de 2014, R$ 20 milhões estão na conta do governo, mas o valor é menos da metade do necessário para terminar a obra, algo próximo de R$ 50 milhões, de acordo com o secretário.

Sem dinheiro em caixa e sem possibilidade de aditar o contrato com a empreiteira que toca a obra, já que os aditivos já atingiram o máximo permitido por lei, 25%, o governo tucano agora estaria fazenda levantamentos na tentativa de baratear os custos.

Miglioli revelou que a mesma equipe que conduz os estudos na atual gestão, o fazia na administração Puccinelli. Além de buscar recursos para terminar o serviço, o governo espera uma decisão judicial que permita um aditivo além dos 25% permitidos por lei.

O secretário ainda revelou que o Grupo Catarata, que vai gerenciar o empreendimento e que havia levantado a possibilidade de terminar a obra, não terá condições de assumir o compromisso de concluir o Aquário, o que deixou o governo, segundo Miglioli, na busca de ‘outras alternativas’, como deixar algumas etapas para serem finalizadas após a inauguração do local.

Jornal Midiamax