Política

Dagoberto se diz surpreso com nome de Zeca na lista e feliz por não ver do PDT

Parlamentar prevê prejuízo na eleição de 2018

Midiamax Publicado em 12/04/2017, às 12h24

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Parlamentar prevê prejuízo na eleição de 2018

Dagoberto Nogueira, parlamentar federal de Mato Grosso do Sul pelo PDT, se diz surpreso com o nome do colega de plenário e de Estado, Zeca do PT na lista de investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), após delações da Odebrecht. Paralelo a isso, ele destaca sua satisfação em não ter ninguém de seu partido na relação.

Nogueira, relatou que Zeca se justificou no Congresso, assim que foi divulgada a lista. “Fiquei surpreso com o nome do Zeca na lista, pois acho muito difícil ele ter se envolvido em algo como esse. Assim que foram divulgados os nomes, ele veio até nós no Congresso e se justificou, dizendo que na época citada, ele nem era candidato para ter recebido dinheiro para campanha”.

Sobre o outro colega petista citado, Vander Loubet, Dagoberto não quis comentar. Zeca, por meio de nota, afirmou que nunca recebeu doação da empresa, ou teve relação pessoal ou política com o grupo Odebrecht. Vander, também por meio de nota, informou que suas doações de campanha foram regulares.

Com relação ao seu partido, Nogueira afirmou que está muito feliz em ver que não há ninguém do PDT na lista, mas ao mesmo tempo ele prevê que haverá prejuízo para todos os partidos, em especial no ano que vem, que é de eleição.

“Toda essa situação é prejudicial para toda a classe política e na próxima campanha, ao invés de falar das propostas vamos ter que ficar explicando que não estamos em determinada investigação. O momento já é difícil para todos os políticos, onde são todos colocados em uma vala comum e com essa divulgação será ainda pior. A eleição de 2018 será ainda mais difícil”, conclui o parlamentar.

Lista

No PT, serão investigados, os ex-presidentes da Casa, Marco Maia (RS) e Arlindo Chinaglia (SP), além de Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA), Maria do Rosário (RS), Vicentinho (SP), Vander Loubet (MS), Zeca Dirceu (PR), Zeca do PT (MS), Vicente Cândido (SP) Décio Lima (SC).

Além do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (RJ), no DEM serão investigados os deputados José Carlos Aleluia (BA), Felipe Maia (RN), Rodrigo Garcia (SP), e o ex-relator do projeto de iniciativa popular das Dez Medidas Contra Corrupção Onyx Lorenzoni (RS).

No PP foram autorizadas abertura de investigação contra os deputados Mario Negromonte Junior Jr (BA), Paulo Henrique Lustosa (CE), Cacá Leão (BA), Júlio Lopes (RJ) e Dimas Fabiano Toledo (MG).

No PMDB serão investigados os deputados Lúcio Vieira Lima (BA), irmão do ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República Geddel Vieira Lima, Jarbas Vasconcelos (PE), Pedro Paulo (RJ) e Daniel Vilela (GO).

Já no PSDB, são alvo das investigações o deputado Jutahy Junior (BA), Yeda Crusius (RS), João Paulo Papa (SP) e Betinho Gomes (PE).

No PR, além do ex-presidente da legenda, Alfredo Nascimento (AM), são alvo de investigação João Carlos Bacelar (BA) e Milton Monti (SP). No PSD serão investigados Fábio Faria (RN) e Antonio Brito (BA).

Já no PSB, serão investigados José Reinaldo (MA) e Heráclito Fortes (PI). No PRB, Celso Russomano e Beto Mansur, ambos de São Paulo.

Também serão investigados os deputados Paulo Pereira da Silva (SD), Daniel Almeida (PCdoB-B), Paes Landin (PTB-PI) e Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência.

Em coletiva de imprensa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que o processo "vai comprovar que são falsas as citações dos delatores". "Os inquéritos serão arquivados. Eu confio na Justiça e vou continuar confiando sempre. O Ministério Público e a Justiça vão fazer o seu trabalho de forma competente, cabe ao Congresso cumprir seu papel institucional de legislar. Há separação dos Poderes", disse Maia.

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