Política

Cunha recebeu R$ 52 milhões em propina para obras no RJ, dizem delatores

Valor foi repartido com doleiro e ex-vice da Caixa

Joaquim Padilha Publicado em 24/06/2017, às 12h15

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Valor foi repartido com doleiro e ex-vice da Caixa

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) foi acusado de receber pelo menos R$ 52 milhões em propina, junto ao doleiro Lúcio Funaro e o ex-vice presidente da Caixa Fábio Cleto. Os valores teriam sido pagos por empreiteiras que trabalharam nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

As acusações partiram dos donos da Carioca Engenharia, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Jr., e do ex-preisdente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Jr. Ambas as empresas fazem parte do consórcio de empreiteiras que atuaram nas obras do Porto, junto com a OAS.

Os delatores prestaram depoimento à Justiça Federal de Brasília nesta sexta-feira (23), em que detalharam os pagamentos de propina. A ação em que Cunha foi acusado corre na 10ª Vara Federal de Brasília.

Além do ex-deputado, o processo também tem como réus o doleiro Lúcio Funaro e o ex-ministro Henrique Alves. Eles são acusados de operarem desvio do Fundo de Investimentos do FGTS controlado pela Caixa Econômica Federal.Cunha recebeu R$ 52 milhões em propina para obras no RJ, dizem delatores

Segundo o ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Jr, os pagamentos à Cunha foram realizados para “manter uma boa relação” com o ex-deputado, considerando que na época ele teria “uma importância política para nós”.

Pernambuco e Pernambuco Jr. alegam ter passado R$ 13 milhões à Cunha ao longo de 36 meses, começando em agosto de 2011. Os dois afirmam terem feitos os pagamentos via contas no exterior, e disseram À Justiça que tinham conhecimento que os repasses se tratavam de propina.

O ex-deputado Eduardo Cunha nega o recebimento das propinas e já afirmou que não é dono das contas no exterior apontadas pelos delatores como sendo de sua propriedade.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

Jornal Midiamax