Política

Assessor especial e amigo de Reinaldo Azambuja estão entre conduzidos pela PF

Jader e Ivanildo chamaram a atenção com 'negociações suspeitas', diz PF

Evelin Cáceres Publicado em 11/05/2017, às 15h19

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Jader e Ivanildo chamaram a atenção com ‘negociações suspeitas’, diz PF

Ex-secretário adjunto da Sefaz-MS (Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul) da gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB), Jader Rieffe Julianelli Afonso foi um dos conduzidos coercitivamente nesta quinta-feira (11) para depor na Polícia Federal durante a Operação Máquinas de Lama.Assessor especial e amigo de Reinaldo Azambuja estão entre conduzidos pela PF

Jader mantém dois vínculos no governo, como auditor fiscal e assessor especial. As rendas brutas do servidor somam R$ 46.620,29 e também fez parte da cúpula de Puccinelli. Em 2012, ele foi nomeado asecretário estadual de Fazenda após a saída de Mário Sérgio Lorenzetto. Além dele, o pecuarista Ivanildo Miranda, amigo do governador, também foi ouvido.

A Polícia Federal não detalhou a participação dos dois, mas informou que ambos teriam realizado “negociações suspeitas” e que, por isso, teriam sido conduzidos coercitivamente para dar explicações.

Além de Campo Grande, 270 agentes da Polícia Federal, Ministério da Transparência (Controladoria-Geral da União) e Receita Federal estão nas cidades de Nioaque, Porto Murtinho e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, São Paulo (SP) e Curitiba (PR), são alvos dos Operação que cumpre três mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva, 32 de busca e apreensão além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

A investigação tem como objetivo desbaratar a organização criminosa que desviou recursos públicos por meio do direcionamento de licitações públicas, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Os recursos desviados passaram por processos de ocultação da origem, resultando na configuração do delito de lavagem de dinheiro.

Esta nova fase da investigação decorre da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, cotejados com fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas, as quais permitiram aprofundar o conhecimento nas práticas delituosas da organização. Restaram ratificadas as provas de desvios e superfaturamentos em obras públicas, com o direcionamento de licitações e o uso de documentos ideologicamente falsos a justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos.

Os valores repassados a título de propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. As investigações demonstraram que estas negociações eram, em sua maioria, fictícias, com o único propósito de aparentar uma origem lícita aos recursos financeiros.

Detectaram-se também novas motivações para o pagamento de propinas aos servidores públicos e a consequente tentativa de lavagem de dinheiro, dentre os quais a obtenção de benefícios e isenções fiscais. Entende-se que os prejuízos causados pela Organização Criminosa ao erário, levando-se em consideração os sobrepreços e desvios em obras públicas e as propinas pagas a integrantes da Organização Criminosa tem um valor aproximado de R$ 150 milhões.

Jornal Midiamax