Política

Ao lado de André, Tereza explica a filiados motivo de ter perdido o PSB

Ex-governador, do PMDB, compôs mesa de autoridades do PSB

Ludyney Moura Publicado em 05/05/2017, às 13h25

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Ex-governador, do PMDB, compôs mesa de autoridades do PSB

A deputada federal Tereza Cristina, destituída do comando do PSB em Mato Grosso do Sul por ter votado favorável à reforma trabalhista na Câmara Federal, reuniu filiados da sigla no Estado para explicar suas ‘convicções’ favoráveis às reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB). O anúncio foi feito ao lado do ex-governador André Puccinelli (PMDB).

“As reformas (trabalhista e da previdência) são necessárias para o Brasil”, justificou Tereza, que afirmou ainda que não vai aceitar ‘igual um cordeirinho’ a decisão da Executiva Nacional pessebista de destituí-la da presidência da sigla em Mato Grosso do Sul.

De acordo com a deputada, que alegou não ver prejuízos na reforma trabalhista, apesar do posicionamento do próprio PSB de que a proposta retira de direitos garantidos aos trabalhadores, o assunto se tornou um debate político entre oposição e base do governo Temer.

Mesmo após alegar que não será ‘cordeirinho’, a deputada fez um balanço do seu mandato à frente da executiva estadual do PSB. “Espero que façam (a direção nacional) uma boa escolha (do novo presidente estadual). Acho que fui uma boa presidente, o partido cresceu bastante e conseguimos resolver algumas pendências”, pontuou.

Tereza foi secretária de produção durante o governo de André Puccinelli, e contou com apoio do ex-governador para se eleger, em 2014, ao cargo de deputada federal.  

Alguns nomes importantes do partido como o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, o deputado estadual licenciado, Barbosinha, atual secretário de justiça, e os vereadores da Capital Carlão e Veterinário Francisco, não estão presentes no encontro do PSB que acontece na manhã desta sexta-feira (5) em um hotel no centro da Capital.

A parlamentar também negou que pretenda deixar a sigla, mas revelou ter sido convidada por pelo menos ‘quatro grandes partidos’ em Brasília. 

Jornal Midiamax