Política

Ao comentar lista, Reinaldo diz que Odebrecht criou política de corrupção

‘Todos têm direito ao contraditório’

Evelin Cáceres Publicado em 12/04/2017, às 14h48

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‘Todos têm direito ao contraditório’

Reinaldo Azambuja (PSDB), governador por Mato Grosso do Sul, afirmou nesta quarta-feira (12) ao comentar a lista do ministro Edson Fachin que autoriza a investigação de políticos que a Odebrecht seria culpada pelos atos de corrupção. “Essa Odebrecht criou uma política de corrupção no país. Tem que ser bem analisado isso”, disse.

“Ela (empresa) é hoje delatora. Temos que respeitar as delações, mas até que se condene qualquer pessoa é preciso aguardar a comprovação dos fatos. Como se o denunciado teve mesmo recebimento de dinheiro ilícito, ou se a empresa fez delação para se livrar do ônus que cometeu ao país. Estão se comprometendo a devolver R$ 5 bilhões. Imagina o quanto eles não ganharam?”, comentou o governador.

Questionado sobre a citação de Aécio Neves, presidente nacional do partido tucano, pela quinta vez, Reinaldo disse que é preciso aguardar o resultado das investigações. “Tantos os parlamentares como o presidente do nosso partido, como outros que estão na lista, já que a lista é bem extensa, não é? Temos que aguardar a finalização das investigações, apuração dos fatos. Defendo que todo corrupto seja punido e devolva o dinheiro que desviou. Mas todos têm o direito ao contraditório. Tem que ser seguido o ordenamento jurídico”.

Nesta terça, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, autorizou a Procuradoria Geral da República a investigar 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Os pedidos se baseiam na chamada lista de Janot, feita com base em delações de ex-executivos da Odebrecht.

O senador Aécio Neves é citado em cinco inquéritos e suspeito de receber vantagens indevidas para favorecer a Odebrecht em obras como das usinas de Jirau e fraudes em licitação em Minas Gerais. 

Jornal Midiamax