Política

Agentes de saúde cobram Governo e deputados questionam incentivos para JBS

Algumas categorias estão há mais de um ano sem benefício

Ludyney Moura Publicado em 03/08/2017, às 14h29

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Algumas categorias estão há mais de um ano sem benefício

Representantes de agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes de saúde públicas, estiveram na sessão da Assembleia Legislativa desta quinta-feira (3), para cobrar uma dívida do governo com os servidores municipais que já ultrapassa R$ 2 milhões.

Cada agente deveria receber um incentivo do governo estadual de R$ 128 mensais, mas os agentes de combate a endemias e os de saúde pública não veem a cor do dinheiro, segundo o sindicato da categoria, há 13 meses. Já os agentes comunitários estão há seis meses sem o repasse do governo.Agentes de saúde cobram Governo e deputados questionam incentivos para JBS

“Tem lei estadual que diz que tem pagar. O dinheiro é direito deles. Vou tomar outras medidas judiciais caso isso não seja regularizado”, prometeu o deputado Paulo Siufi (PDMB), que emendou que o repasse que deveria ser feito pela Prefeitura de Campo Grande para a categoria está em dia.

O deputado Pedro Kemp (PT) questionou ainda o governo estadual diante dos incentivos fiscais concedidos a empresas, como por exemplo a JBS, sem a devida fiscalização do cumprimento das contrapartidas, e lembrou que além dos Hospitais, como a Santa Casa da Capital, entidades de assistência social também estão sem receber repasses da gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB).

“O governo está sem dinheiro, mas porque deixa de receber R$ 1 bilhão em incentivos? (em referência ao montante obtido pelo grupo JBS em MS)”, disparou o petista.

Segundo o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcos Tabosa, que encampou a cobrança aos deputados, são cerca de 2,4 mil agentes que estão à espera do benefício de R$ 128 que deveria ser feito mensalmente pelo governo.

“Cadê nosso dinheiro? Vamos pressionar os deputados pois foram eles que votaram a lei e devem fiscalizar, já que o governo demonstrou desinteresse com as categorias e suas famílias”, finalizou Tabosa. 

Jornal Midiamax