Política

Aécio é acusado de ‘golpe’ por presidente regional do PSDB

Assinou documento enquanto estava afastado

Joaquim Padilha Publicado em 03/07/2017, às 14h29

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Assinou documento enquanto estava afastado

Antes mesmo de voltar ao mandato, o senador Aécio Neves (PSDB), afastado do cargo até a última sexta-feira (30), já estava assinando documentos internos da atividade político-partidário, segundo denúncia do ex-presidente do PSDB do Acre, Major Rocha.

Rocha perdeu o posto da presidência estadual do PSDB-AC, no dia 11 de junho, quando uma mudança no SGPI (Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias) do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foi assinada eletronicamente por Aécio Neves, destituindo o presidente e outros 14 tucanos do diretório regional.

Major Rocha e seus aliados integram o grupo dos “cabeças pretas”, ala do PSDB que pede o desembarque do partido da base aliada do governo Michel Temer (PMDB) e a convocação de novas eleições internas para um novo presidente para a sigla.

Em tese, enquanto estava afastado do mandato de senador, Aécio não poderia ter assinado documentos junto à Justiça Eleitoral. Major Rocha acusa o tucano de ter dado um “golpe”, para beneficiar o ex-deputado federal Marcio Bittar (PSDB), aliado de Aécio que será o novo presidente do PSDB-AC.Aécio é acusado de 'golpe' por presidente regional do PSDB

A assessoria do senador afirma que Aécio está afastado das funções partidárias e que só tomou conhecimento do caso após reportagem do portal Uol. O presidente nacional do PSDB, Tássio Jereissati, informou que irá tentar “resolver o problema”.

A autoria da mudança na presidência do PSDB-AC foi assumida pelo diretor de Gestão Corporativa do PSDB, João Almeida, que afirma ter apenas usado o login do SGPI de Aécio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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