Política

VÍDEO: 1º escalão de Bernal bate boca com moradores retirados de favela

Ameaças e troca de acusações marcaram discussão

Ludyney Moura Publicado em 11/03/2016, às 15h56

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Ameaças e troca de acusações marcaram discussão

Durante o encontro do prefeito Alcides Bernal (PP) com as famílias retiradas da favela Cidade de Deus e levadas para o Bairro Vespasiano Martins, integrantes de seu 1º escalão discutiram com moradores, que os convidaram a passar uma noite no local.

“A gente vive que nem cachorro, vocês não. Isso aqui não lugar digno, e nós convidamos vocês para passar uma noite no meio desse pessoal” (sic) disparou Edileuza Luis, 37 anos, uma das lideranças dos moradores, enquanto debatia com Ritva Vieira, diretora-presidente da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande).

Ritva tentou debater. “É tempo gente. Isso aqui é paliativo”, alegou. Tanto o prefeito, quanto seu secretariado presentes ao local, afirmavam aos moradores, que já começaram a levantar novos barracos, que dentro de pouco tempo as casas estarão concluídas e com condições de oferecer moradia ‘digna’.

A moradora Amanda Nelli, 22 anos, duas filhas, uma de 2 anos e outra de 1 ano, contou que chegou ao local na ultima quarta-feira (9), e os servidores da prefeitura descarregaram seus pertences sem cuidado.

“Quebraram minha televisão na mudança e deixaram minhas coisas em um lugar alagado. Tive que voltar para cidade da Deus para dormir com as minhas filhas na casa da minha mãe”, relatou Amanda.

Enquanto Bernal conversava com moradores, o ouvidor do município, o delegado Moura Fé, discutiu com Edileuza. “Volta para lá (Cidade de Deus) então”. A fala dele irritou as famílias. “Vou acampar na porta da sua casa com meus três filhos”, disse outro morador.

As famílias transferidas reclamaram da forma como tiveram as coisas transportadas pelos servidores do município, e criticaram o fato da mudança acontecer sem que as casas no Vespasiano Martins estivessem prontas.

“Todo mundo está em busca de seu objetivo, uma casa própria. Casa tem, construída com dinheiro do povo, nós moramos na favela, mas sabemos das coisas”, disse Edileuza.

A prefeitura prometeu entregar as casas em 90 dias. Cada terreno no Vespasiano Martins foi avaliado pela prefeitura por R$ 40 mil, enquanto que a construção das casas ficará entre R$ 12 mil e R$ 14 mil. A prefeitura entrará com subsidio de 40% destes valores, o restante, 60%, será custeado pelos moradores em um prazo de até 300 meses.

Confira a discussão com Ritva AQUI e com Moura Fé AQUI

Jornal Midiamax