Política

Veja o que aconteceu no 3º bloco do debate, com perguntas e temas livres

Em alguns momentos candidatos fizeram acusações

Ludyney Moura Publicado em 17/09/2016, às 02h52

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Em alguns momentos candidatos fizeram acusações

No penúltimo bloco do debate do Jornal Midiamax, os candidatos tiveram liberdade para escolher temas e adversários para resposta.

O primeiro a perguntar foi Elizeu Amarilha que escolheu Alex do PT pra responder sobre proposta do petista para a Capital. O petista respondeu que é preciso trabalhar dentro de um ambiente onde prevaleça a verdade. Afirmou que existem contradições e falou de uma projeção sobre a realidade e do desejo do que se espera de Campo Grande. Citou dificuldade de empreendedores, de cidadãos que não encontram saúde de qualidade e disse que se solidariza com quem não tem acesso a cultura e educação de qualidade, e por isso decidiu ser candidato, para transformar a realidade política de Campo Grande, segundo ele governada por poucos e para poucos.

Amarilha disse que ‘ama’ a cidade e afirmou não viver de sonhos, e revelou que sempre acreditou nos prefeitos e no povo da Capital. Em sua tréplica, Alex disse que governará para a maioria, implantando um governo participativo, que leva em conta os interesses das pessoas, e não de grupos econômicos. Prometeu ainda mais saúde e um melhor transporte público, pondo fim aos monopólios do transporte.

O candidato Alex do PT perguntou para Rose Modesto (PSDB) sobre o tema Educação. Alex disse que o PSDB fez parte do governo do PMDB, do governo Gilmar Olarte e que o partido passou dez anos a frente da Semed (Secretaria Municipal de Educação) e questionou Rose, por que o partido nunca propôs eleições diretas para direção das escolas. Na réplica, Rose disse que não foi proposto “por uma simples razão. O PSDB não havia governado Campo Grande. Quem define se vai abrir um processo é prefeito e não o secretário”. Disse ainda que vão ter eleições e que entende que é um processo que evita de ter dezenas de diretores exonerados repentinamente e comunicados por diário oficial de forma desrespeitosa. Afirmou que “se acha que está punindo o diretor, está equivocado. Está punindo a educação”.

Alex disse então que percebe uma transferência de responsabilidade. “Quem estava a frente de secretaria de educação por dez anos foi o PSDB. Por que não enviou para Câmara um projeto para democratizar as eleições? Vamos promover eleições democráticas”. Rose reafirmou que decisão sobre eleições diretas nas escolas é do poder executivo, que o secretário não tem autonomia. Disse que foi na gestão da secretária Cecilia que Campo Grande despontou nos índices positivos de educação, ao contrario de hoje.

 Rose Modesto escolheu o deputado estadual Marquinhos Trad, disse que o adversário está política há quase 20 anos e que teria criticado o programa Caravana da Saúde.

Marquinhos disse que não criticou o programa, disse que é programa bom, mas afirmou que saúde não pode ser ‘estação temporada’ e deixar pessoas esperando de quatro em quatro anos. Segundo ele, o governo gastou com publicidade na Caravana quase R$ 100 milhões, dinheiro que, destacou, poderia ter sido investido em um hospital, que não seria passageiro, mas ficaria na Capital, e que faria não só em cirurgias de catarata. O candidato do PSD ainda afirmou que o governo aditiviou em R$ 45 milhões para empresas que teriam participado da campanha tucana em 2014 e 2016.

Rose rebateu disse que o governo não pautou seu programa só na Caravana. Frisou que o governo de Reinaldo Azambuja está reestruturando saúde em Mato Grosso do Sul, citou, por exemplo, intenção do governo estadual em concluir Hospital do Trauma.

Marquinhos disse que as pessoas não acreditam mais na propaganda de Rose, que ela e Reinaldo prometeram 9 hospitais e 120 escolas de tempo integral em 2014, e que não cumpriram tais promessas.

O candidato Marquinhos Trad perguntou para Coronel David sobre segurança.Marquinhos disse que Campo Grande vive níveis alarmantes de violência o que ele fará para mudar. Coronel David citou que momentos antes do debate está tão ruim que arrombaram o carro da vice dele e furtaram a bolsa dela. “Vou trazer para Campo Grande a experiência como comandante do Polícia Militar. Tratamos com rigor o bandido e não demos moleza, estreitamos o relacionamento com a população. O prefeito não pode virar as costas para um problema tão grave como segurança publica. Vou trazer a experiencia para mostrar tolerância zero contra bandido e corrupção.

Marquinhos disse que com o furto da vice, são 5,071 furtos nos dados da Sejusp enquanto se gasta 110 milhões em publicidade, o Sigo esta paralisado, os escrivães tem que registrar de forma arcaica e disse que “teriam novidades na renovação do contrato. Vamos ficar atentos em quem vai entrar no caso do Sigo”. Coronel David disse ainda que vai propor um plano estratégico de segurança e ampliar o sistema de videomonitoramento colocando as escolas e creches ligadas à coordenação da GCM (Guarda Civil Municipal). “Vamos profissionalizar Guarda Civil Municipal para que tenha responsabilidade e autoridade para colocar ordem na casa. Eu entendo de segurança. Sinto cheiro de bandido e de corrupto”.

David questionou Marcelo Bluma sobre transparência. O candidato do PV afirmou que acessou recentemente o Portal da Transparência da Prefeitura da Capital e do governo estadual. Segundo ele, fala-se muito em transparência, mas que não se consegue ter acesso de fato à transparência, como por exemplo, problemas para visualizar licitação. Disse que é preciso abrir caixas pretas, viabilizando fiscalização por parte do cidadão.

Coronel David afirmou que transparência e combate à corrupção serão prioridade em seu governo, tanto que teria registrado intenção de criar Controladoria-Geral do Município, que dará instrumentos para combater a corrupção. Bluma disse que o projeto do adversário é importante, mas não resolve. Segundo ele, tem pedidos no governo e no município para ter acesso a informação e não consegue.

Marcelo Bluma perguntou para Bernal sobre o tema infraestrutura. Questionou que nos meses de janeiro, fevereiro e março chove muito em Campo Grande e que não vê obras de prevenção de enchente e enxurradas. Bernal afirmou que está trabalhando para evitar que problemas antigos se repitam. Que estão trabalhando em obras de drenagem que estavam paradas. Viabilizando ações concretas para evitar que cause problemas para a população. “Campo Grande não tinha dinheiro para pagar servidores, pagar médicos e enfermeiros, professores e agora, obras estão sendo feitas. Nova Lima, onde já foi licitado, as obras serão antecedidas por obras de drenagem. Na Vila Nassser também. Estamos mandando limpar os córregos. São problemas que não se resolvem de um dia para o outro”.

Bluma então replicou concordando que não é um problema de hoje, mas que quem está no governo não pode ficar de chororô. Disse que Bernal sofreu um golpe, mas que não viu obras nem antes e nem depois do golpe. “Se foi um golpe, está 0 a 0 com vereadores” Bernal afirmou na tréplica que leva Campo Grande a sério e que não se resolve problemas graves como esse, de um dia para o outro. Afirmou que o dinheiro da merenda foi roubado e que o plano de drenagem está sendo trabalhado.

O candidato à reeleição questionou Rose Modesto sobre uma ‘política de tarifaço nos impostos’, e o que fará para aquecer economia e gerar empregos.

Rose disse que governo precisa ter responsabilidade, afirmou que venceu eleição em 2014 com um cenário e assumiu 2015 em uma das piores crises da história do país. Citou aumento do ICMS sobre supérfluos, como bebida e cigarros, o que teria permitido entrega de programas, pagamentos do piso nacional do professor e investimento em segurança pública. Segundo ela, há quatro anos não chega uma empresa na Capital, sendo que a cidade não tem infraestrutura e condições para trabalhar nos pólos indústrias.

Bernal afirmou que não vai aumentar impostos e não vai permitir cobrança antecipada de impostos. Prometeu desburocratizar o processo para pequenas e micro empresas se estabelecer na cidade. Frisou que vai transformar pólos indústrias em pólos de desenvolvimento. Em sua tréplica, a tucana afirmou que no governo do Estado fez muito em um ano e meio, enquanto o adversário não o fez, e disse que foi preciso fazer escolha par ter equilíbrio fiscal e entregar compromissos.

Suél Ferranti perguntou para Rose se ela defende o kit LGBTfobia nas escolas. Rose disse que defende a cultura da paz, do amor e do respeito. “Defendo o que está previsto na Constituição. A escola é um lugar onde se transfere toda a responsabilidade para o professor. Precisamos resgatar a participação da família. Essa responsabilidade é da família e nossos professores tem a sua lei para seguir. Defendo a cultura do respeito da tolerância tem que tem de ser feito de forma transversal, em todo as as disciplinas, sem um materia específica respeitando a todos.

Suel disse que a resposta era lamentável que quem mata não é a família, é a homofobia. “Temos que saber que o gay, o homossexual está lá e o Estado tem o dever de protege e não dar 'cacetadas'. Defendemos a questão da desmilitarização da polícia, que foi criada pela ditadura para a repressão”. Rose disse que a cultura de paz tem de ser difundida dentro da escolas. “A gente não precisa discutir a questão de gênero, independentemente das diferenças precisa ensinar a respeitar e tolerar”.

Aroldo Figueiró questionou Bernal sobre mobilidade urbana. Segundo o candidato do PTN é fundamental que Capital crie viadutos e eleve velocidades de vias.

O prefeito afirmou que seu governo te um projeto de R$ 400 milhões apara melhorar mobilidade urbana, construção novos terminais e reforma dos existentes, faixas exclusivas para transporte coletivo e determinou renovação da frota da empresa concessionária do serviço no município. Com relação à Via Park (cruzamento com Av. Mato Grosso), revelou que  apresentou um projeto no Ministério da Cidade pra construir um viaduto. Disse que precisa de mais um mandato para executar estas propostas.

Figueiró disse que é necessário dar mais velocidade e fluidez ao trânsito de Campo Grande, e afirmou que vê morosidade e apatia com relação ao problema nos momentos de ‘rush’ na Capital. Em resposta, Bernal disse que foi primeiro prefeito que reduziu tarifa do transporte da Capital.

Adauto Garcia perguntou para Rose Modesto se ela tivesse 2,5 milhões para investir em uma obra social. Qual seria. Rose disse que reestruturaria os Cras (Centro de Referência de Assistência Social) que segundo ela, perderam a sua finalidade. “É um local de fortalecimento do vínculo entre mãe e filho com projetos no contraturno e que faria a ampliação do Projeto Rede Solidaria, que faz o ser humano crescer e desenvolver por meio da qualificação e evita gastos com a segurança pública. Adualto rebateu dizendo que Rose gastou 2,5 milhões em 20 dias de campanha e se não era possível investir em uma obras e que o valor que ela declarou no registro da candidatura era pouco para para viver.

Rose rebateu, dizendo que no dia do registro da campanha, o valor questionado, não era o valor do salário dela, mas, o valor da declaração dos bens delas. “A pergunta não foi sobre o meu salário. Foi sobre a declaração dos meus bens. Eu vivi a vida inteira com bem menos. Sou filha de domestica de pedreiro. Tive aceso a trabalho e mudou a minha vida”.

O candidato do PPS, Athayde Nery, questionou Marquinhos Trad sobre modelo de gestão. Em resposta, o deputado disse que ‘gestão’ virou palavra de moda, mas disse que é preciso saber planejar e fazer, organizar, estruturar e ser transparente. Segundo ele, não existe formula mágica, como teria sido propagandeado por seus adversários. Envolvimento da coletividade, o que é necessário para diminuir corrupção.

Athayde disse que é preciso governo descentralizado, gestão compartilhada e com cidadãos gestores. Afirmou que é preciso por fim à corrupção. Já Marquinhos, na tréplica, afirmou que em sua possível gestão haverá dialogo, e disse que respeitará independência dos poderes. Citou sua atuação na CPI da Enersul e disse ter sido contra a cobrança da vistoria veicular obrigatória.

O debate do Jornal Midiamax do 1º turno das eleições municipais de 2016, que acontece nesta sexta-feira (16), reúne 11 candidatos a prefeito de Campo Grande, e é dividido em quatro blocos. O evento é transmitido em tempo real no Facebook, ao vivo no site do Midiamax, na TVE e ainda nas rádios Difusora Pantanal e Educativa FM 104.

Participam deste debate os candidatos que compareceram ou enviaram representantes ao chamamento para realização do evento. São eles, por ordem alfabética, Adalton Garcia (PRTB), Alcides Bernal (PP), Alex do PT, Aroldo Figueiró (PTN), Athayde Nery (PPS),  Coronel David (PSC), Elizeu Amarilha (PSDC), Marcelo Bluma (PV), Marquinhos Trad (PSD), Rose Modesto (PSDB) e  Suél Ferranti (PSTU).  Ficaram de fora por não enviar representantes à reunião, Pedro Pedrossian Filho (PMB), Rosana Santos (PSOL), Flávio Arce (PCO) e Lauro Davi (PROS). 

Jornal Midiamax