Política

Um dos primeiros a chegar, mecânico lembra ‘Diretas Já’ e pede impeachment

Organizadores esperam cem mil pessoas

Midiamax Publicado em 13/03/2016, às 17h54

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Organizadores esperam cem mil pessoas

O mecânico Roberto Ricardo Nascimento, 63 anos, foi um dos primeiros a chegar a concentração para o protesto marcado para este domingo em Campo Grande, na Praça do Rádio, contra a corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ao explicar porque saiu de casa num domingo de folga para ir ao ato, ele se recordou do movimento 'Diretas Já', um dos mais marcantes da história política brasileira, ocorrido entre 1983 e 1984.

“Nas 'Diretas Já' eu fui pra rua e agora eu vim de novo. O Brasil não é de meia duzia, é de mais 200 milhões de brasileiros”, declarou, após avaliar negativamente a classe política, principalmente no governo federal. “Todos estamos mal assessorados pelos políticos que estão na presidência. Espero que o pedido de impeachment seja aprovado.

Aos 69 anos, o carpinteiro Mariano Nunes Pereira, pegou dois ônibus para vir ao Centro especialmente para a manifestação. Também foi um dos primeiros a chegar na concentração e explicou sua indignação. “A situação que está nosso país, sem médico, sem eduçao, tanta corrupção, o nosso país podia ser o primeiro do mundo, mas não é”, afirmou. Ele mora no bairro São Conrado.

Família inteira

A cabeleireira Rosimeire Lopes Caldas, 40 anos, foi com a família inteira para a Praça do Rádio. Estava com mãe, pai e as três filhas. Em tom de indignação, usou palavrões para se referir aos políticos e decretou sua vontade. “Espero que saiam do poder, eu quero limpeza pro meu país. A corrupção está muito escancarada, nós chegamos no limite”.

Por ora, o protesto tem mais gente da organização e vendedores ambulantes do que manifestantes voluntários. Há dois trios elétricos no local e a Avenida Afonso Pena está interditada no trecho entre a Rui Barbosa e a Rua José Antônio. Quando a passeata começar, a interdição vai avançando até a altura do Shoppping Campo Grande.

Equipes da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal e da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) estão atuando no controle do tráfego e na segurança.

Os organizadores esperam cem mil pessoas no protesto. Além da concentração na Praça do Rádio, haverá outra no Obelisco e a saída dos manifestantes está prevista para as 16h.

Jornal Midiamax