Política

Um dia após evento com PR, PSDB recua e diz que vice de Rose não está definido

Tucanos esperam resposta do PMDB de Puccinelli

Ludyney Moura Publicado em 24/06/2016, às 13h35

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Tucanos esperam resposta do PMDB de Puccinelli

O PR deixou o bloco que compunha com PSB, PTdoB e PMDB e migrou para o ninho tucano. Na noite de ontem quinta-feira (23), fez um evento para anunciar apoio ao PSDB e indicar Cláudio Mendonça, ex-superintendente regional do Sebrae, como candidato a vice na chapa encabeçada de Rose Modesto, mas isto ainda não é questão fechada.

“Ainda não foi batido o martelo. Estamos conversando com o PSB e o PMDB”, revelou nesta manhã o deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa e irmão da candidata tucana.Um dia após evento com PR, PSDB recua e diz que vice de Rose não está definido

A fala de Rinaldo respalda a declaração dada ontem pelo secretário da Casa Civil, Sérgio de Paula, que revelou que o próprio governador Reinaldo Azambuja (PSDB) estava tratando com o PMDB para ter apoio do partido de seu antecessor, André Puccinelli, nas eleições de outubro deste ano.

Apesar da espera pelo PMDB, que tem o deputado estadual Marcio Fernandes como pré-candidato a prefeito da Capital, e do PSB, da deputada federal Teresa Cristina, Rinaldo disse que a indicação do PR deverá ser aceita. “Tudo indica que pelo perfil será o Cláudio Mendonça”, frisou.

O líder do governo na Assembleia também afirmou que não acredita que os recentes escândalos envolvendo membros o PR, o ex-presidente do partido, Edson Giroto, chegou a ser preso durante a Operação Lama Asfáltica, não devem atrapalhar a aliança.

“O partido não deve pagar por aquilo que seus integrantes fazem. O Cláudio tem ficha limpa”, pontuou Rinaldo, alegando ainda que o ex-superintendente do Sebrae tem bom trânsito  com empresários e comerciários, enquanto sua irmã, Rose, com evangélicos e movimentos sociais.

À Jato

Fontes ligadas à administração tucana revelam que o acerto com o PR, que há dois anos era o principal aliado do PT nas eleições para governador, se deu para acelerar a candidatura de Rose Modesto, que poderá ser incluída no processo que tramita na Justiça Estadual sobre o suposto esquema de negociata para cassação do mandato de Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Rose era vereadora à época da cassação, e garantiu ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) que fez indicações à gestão de Gilmar Olarte, dentre elas, a ex-secretária municipal de educação, Ângela Brito, que atualmente coordena no governo estadual um projeto iniciado pela própria Rose.

A pré-candidata tucana também chegou a ser citadas por testemunhas ouvidas pelo Gaeco, como participante de um negócio de R$ 7 milhões, que teria sido feito por ela e pelo ex-assessor de Gilmar Olarte, Ronan Feitosa de Lima. (confira matéria com áudio)

Rose foi questionada sobre o caso, e respondeu apenas, por meio de sua assessoria, que prestou todas as informações sobre sua participação na cassação de Bernal ao Ministério Público, que não teria encontrado ‘crimes’ praticados por ela, razão pela qual ela não constou no rol de denunciados. Todavia, uma investigação paralela a incluiu no processo.

O presidente do PR em Campo Grande, deputado Paulo Corrêa, bem como sua colega de Assembleia, Grazielle Machado, não foram encontrados pela reportagem na manhã desta sexta-feira para comentar o recuo tucano. 

Jornal Midiamax