Política

Tucano passa de vice à prefeito e dobra patrimônio durante mandato

Rogério Rosalin declarou patrimônio do R$ 1,22 milhão 

Midiamax Publicado em 11/08/2016, às 22h18

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Rogério Rosalin declarou patrimônio do R$ 1,22 milhão 

O tucano Rogério Rosalin, atual prefeito de Figueirão, município distante 262 quilômetros de Campo Grande, foi o primeiro a registrar candidatura à Justiça Eleitoral da cidade. Ele declarou patrimônio de R$ 1.22 milhão, quase o dobro do que disse que tinha em 2014.

Entre os bens listados, estão imóveis, contas bancárias, consórcios não contemplados e 14 terrenos. Consta ainda a quantia de R$ 150 mil, em espécie. Em 2014, quando concorreu como vice-prefeito em chapa encabeçada pelo PMDB, Rogério declarou ter R$ 622.519,67 à Justiça Eleitoral.

Natural de Campo Grande, Rogério Rosalin possui nível superior e tenta 'reeleição' pelo PSDB. Ele encabeça Tucano passa de vice à prefeito e dobra patrimônio durante mandatocandidatura da coligação “Todos por Figueirão”, formada também por PSB, PR, PROS, PSC e SD.

O nome do agrônomo Fernando Barbosa Martins (PSDB) foi confirmado para vice na chapa de Rogério. Também com formação superior, Fernando declarou total de R$ 168.426,18 em bens. Em sua lista consta investimento de R$ 76 mil, um veículo R$ 40,1 mil e um terreno avaliado, segundo a declaração, em R$ 52,3 mil.

'Reeleição'

Em 2013, por unanimidade, os juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) cassaram o mandato do prefeito reeleito de Figueirão, Getúlio Furtado Barbosa (PMDB) e o vice, Rogério Rosalin (PMDB).

Eles foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral de crime de abuso de poder econômico. O TRE marcou novas eleições e o presidente da Câmara assumiu à época como prefeito interino.

Rogério só assumiu o cargo de prefeito em 2015, por ser o único da chapa majoritária sem restrições aos direitos políticos depois que o Tribunal Superior Eleitoral anulou o pleito extraordinário realizado em 2013, tornando sem efeito a vitória do prefeito Nelio Cunha.

A Justiça revalidou as eleições de 2012, determinando a posse dos eleitos, com exceção do prefeito Getúlio Barbosa, do PMDB, que teve seu mandato cassado por improbidade administrativa. Com isso, o vice-prefeito Rogério Rosalin, na época filiado ao PR, foi convocado para tomar posse. 

Jornal Midiamax